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Notícias / Política

23/06/2022 | 20:08

Ex-reitora nega que tenha exigido Márcia candidata ao Senado

Redação TV Mais News

Foto: Reprodução
 
 
A ex-reitora da UFMT Maria Lúcia Neder (PCdoB) afirmou que nunca condicionou sua pré-candidata ao Governo a uma “dobradinha” com a primeira-dama de Cuiabá Márcia Pinheiro (PV) ao Senado.
 
As duas são pré-candidatas dentro da Federação Brasil Esperança (PV, PCdoB e PT), que tenta chegar a um consenso sobre candidaturas para as eleições.
 
A negativa de Maria Lucia ocorre porque o pré-candidato ao Governo pelo PT, professor Domingos Sávio, revelou ao MidiaNews que a ex-reitora havia condicionado a sua candidatura à da primeira-dama e, por isso, não se chegou a um acordo na última reunião da federação.
 
Hoje, a federação em Mato Grosso tem como pré-candidatos a Governo Maria Lucia e Domingos, e ao Senado Márcia Pinheiro e a professora Enelinda Scala (PT).
 
“Uma das questões que ela levantou é que ela entendia que sua candidatura teria que vir acompanhada da candidatura da Marcia Pinheiro. Nós, do PT, entendemos que a candidatura dela é boa para a federação, mas no caso da candidatura ao Senado é importante que o PT esteja presente na majoritária”, disse o professor.
 
“A gente decidiu continuar a discussão em outra reunião. De qualquer forma, como não estão fechadas as duas candidaturas, ficou em suspenso”, completou.
 
À reportagem, a ex-reitora garantiu que houve uma conversa sobre a conjuntura política estadual e não uma exigência. Assim, em uma possibilidade de um recuo de Márcia Pinheiro, ela continuaria a ser a pré-candidata da federação a Governo.
 
“Eu não condicionei. Eu disse que seria interessante. Vejo Márcia como uma liderança e um trabalho social relevante, e disse que ela seria um nome interessante. Mas nós estamos discutindo e não tem nada acertado”, disse. 
 
“Eu sou uma pessoa transparente, muito clara no que eu penso. E eu não gosto de mal entendido. Por isso que falo quando estou na frente das pessoas”, emendou. 
 
Esquerda em colisão
 
A guerra de versões sugere que a federação de esquerda está em colisão. Domingos Sávio apontou que o PT quer uma candidatura com ideais mais à esquerda e que defenda a pré-candidatura de Lula, o servidor público e combata às “mordomias” dos gigantes do agro. Isso, ele classifica de “candidatura para valer”.
 
“Não pode ser uma candidatura simplesmente para alavancar a candidatura de outro, para estar presente e não fazer campanha. Queremos uma candidatura que seja para valer. O povo de Mato Grosso pede uma candidatura de oposição à política do Governo Mauro Mendes”, disse.
 
A declaração é vista como um ataque ao modo em que Maria Lúcia vem articulando sua pré-candidatura, que é a de ampliar o arco de alianças da esquerda com o maior número de partidos. E, aos moldes das pretensões nacionais de Lula, até colar no agronegócio.
 
“Na política é precisao conversar. Não pode achar que sozinha você resolve as coisas, não resolve. Eu tenho cautela porque penso que é de uma responsabilidade grande assumir um compromisso dessa natureza. É muita responsabilidade e é preciso ter esgotadas todas as discussões”, Maria Lúcia.
 
Questionada se o nome dela não seria um consenso entre os petistas, Maria Lúcia lembrou que o PCdoB é um parceiro histórico da sigla de Lula, e disse que tem bom relacionamento com grande parte das lideranças petistas.
 
“Tenho uma relação muito afetiva com o PT. Sempre trabalhei e lutei junto a eles nas lutas que empreendemos. Não tenho nenhum problema com ninguém. Acredito que nós da federação vamos sair unidos. Não vejo dissonância de proposito”, garantiu.
 
A definição de um pré-candidato pela federação deve ser anunciada nos próximos. Para essa sexta-feira (23) está agendada uma reunião do diretório das siglas.
 
 
 
 
 
Fonte: MIDIANEWS

 
 
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