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Notícias / Saúde

20/12/2017 | 09:07

Secretário faz balanço de gestão e prevê melhoras na Saúde

Da Redação

Secretário faz balanço de gestão e  prevê melhoras na Saúde

Foto: Reprodução

Nesta terça-feira(19) o secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares, apresentou, o balanço de nove meses de gestão à frente da pasta e falou sobre as dificuldades enfrentadas. Ao assumir a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), em março de 2017, Soares encontrou um déficit superior a R$ 400 milhões, além de um passivo (dívidas passadas) acumulado desde 2009.

“Eu quero dizer que a fase pior já passou, porque a fase inicial, os primeiros 60 dias, foi à fase de montar um time, de organizar uma equipe. Ninguém é bom sozinho, ninguém toca uma secretaria municipal ou do Estado, com dificuldades ou não, e no Estado são muitas as dificuldades; então era preciso montar esse time, e nesse período a gente conseguiu organizar esse time que, eu diria, é o melhor da última década, no mínimo, que se conseguiu colocar. Basta ver que, de forma informal, mas numa torcida, emprestando experiência e conhecimento, temos dois ex-secretários de estado, o doutor Júlio Muller Neto e o doutor Nei Moreira da Silva. São homens que tem uma verdadeira dedicação, uma paixão imensurável pelo SUS [Sistema único de Saúde], e que têm uma experiência de vida e de conhecimento. E assim, de resto, toda a equipe dirigente da secretaria, uma equipe grande, o estado é grande, os problemas são muitos, mas o destaque que eu daria como a grande conquista do ano foi ter esse time jogando junto, em equipe, porque todos sabem o que fazer e todos têm paixão pelo SUS”.

Superadas várias dificuldades, Soares acenou para um futuro melhor para a saúde, destacando um orçamento adequado às necessidades para 2018, elevando de 12% para quase 14% o percentual de investimento na área; uma conquista histórica de décadas e que contou com total apoio do governador Pedro Taques.

“A interpretação dada pelas sucessivas administrações em geral, é de que os 12% das receitas correntes líquidas reservados para investimentos na saúde, era considerado como teto, quando a rigor é o mínimo. A elevação significa que o corpo da saúde publica do estado de Mato Grosso vai caber dento da lei orçamentária, porque às vezes, como esse ano, por exemplo, até tinha o dinheiro, mas não tinha como pagar, porque não tinha orçamento, portanto não podia empenhar e liquidar as despesas e efetivar o pagamento. Aí a correria para arrumar o orçamento. Então 14% no ano que vem vai caber, justinho, mas vai, e é um grande sinal que o governador dá a virada da chave, e ele se cobra permanentemente”, enfatizou.

O balanço foi apresentado em um encontro para servidores e gestores de todas as unidades e setores da SES-MT, na manhã desta terça-feira (19.12), no Hotel Fazenda Mato Grosso.  

Gabinete Coletivo

A secretária Executiva de Saúde, Fátima Ticianel, destacou o papel da Comissão Intergestora Bipartite (CIB) e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), além da dedicação da equipe do Gabinete Coletivo no trabalho de reformulação e modernização da gestão da Saúde estadual com os olhos atentos para o futuro e para dentro e fora da SES/MT. “Investimentos em capacitação de servidores e na modernização de sistemas de atendimento da população. Somente com os técnicos do Gabinete Coletivo realizamos 25 reuniões; com a CIB foram oito reuniões; emitimos 44 relatórios de providências; concluímos 11 auditorias de correição”, destacou a secretária Executiva. De acordo com Ticianel, a SES/MT passará a ter em 2018 a Câmara de Mediação para atender as demandas judiciais e diminuir o número de liminares. Em 2016, a Saúde foi alvo de quase sete mil liminares. Em 2017, houve a redução de 50%.

O assessor especial do Gabinete Coletivo, Wagner Simplício, enfatizou que a secretaria termina o ano muito mais forte e com um quadro estrutural mais preparado para os desafios de 2018, que deverá ter um cenário bem melhor.

Retomada de gestão

Um dos maiores desafios da atual gestão foi a retomada da administração dos hospitais regionais, de forma emergencial. As unidades hospitalares estavam sob a gestão de Organizações Sociais (OSS), sem apresentar resultados positivos, tais como a ampliação e melhorias dos serviços, além de terem custos mais elevados de manutenção. De acordo com o secretário adjunto, Cassiano Falleiros, que coordena a retomada de gestão dos regionais, com a volta dos hospitais para a gestão pública, em 2018 a SES-MT deverá manter o controle administrativo dos hospitais regionais e municipais estadualizados, mas com modelo de gerenciamento adequada para cada um deles.

Em nove meses de gestão, a SES/MT avançou na construção da nova sede do Centro de Reabilitação Dom Aquino Correa (Cridac); na reforma e modernização do MT Hemocentro; e nos regionais registrou-se 85% de taxa de ocupação hospitalar; diminuiu-se o tempo de internação do paciente para cinco dias; foram realizadas mais de 25 mil cirurgias; 35.500 internações; houve ainda um aumento de 337 enfermeiros para 424 enfermeiros e o custo hospitalar para o Estado baixou de R$ 218 milhões para R$ 206 milhões, gerando uma economia na ordem de R$ 12 milhões.

Ainda na área de Políticas e Regionalização da Saúde, a secretária adjunta, Maria José Vieira da Silva, agradeceu a equipe pelo comprometimento com o sistema SUS e destacou a expansão e a readequação de investimentos para todos os tipos de leitos (neonatal, pediátrica e adulta) hospitalares, ampliando o número de leitos de UTIs de 324 para 524.

Regulação

“O serviço de regulação de pacientes atendidos pelo SUS estadual iniciou a modernização do sistema de regulação de consultas, exames, internações e cirurgias, por meio do Sistema Nacional de Regulação que deve atingir todos os 141 municípios do Estado”, informou a servidora Gilce Maynard. A regulação do serviço de urgência e emergência passou a ser feita por meio de cogestão com a secretaria de Saúde de Cuiabá; a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passou a funcionar em nova sede, recebeu capacitação e contará com cinco novas ambulâncias em 2018. Para o ano que vem, o setor de regulação funcionará de forma agrupada em um só ambiente para melhorar a gestão e o atendimento ao usuário do SUS.

Área sistêmica

A área de Administração Sistêmica informou que 90% do orçamento foram executados sendo que 84% foram pagos; além disso, houve uma padronização dos repasses de recursos tornando mais equânime os investimentos. Com essas medidas, obteve-se uma redução de R$ 65 milhões para R$ 58 milhões de recursos da fonte 134, que é a arrecadação própria do Estado. “Com a retomada pelo Estado da gestão dos hospitais, priorizamos as licitações para as unidades hospitalares e também das desconcentradas. Todos os dias a nossa equipe realiza uma verdadeira força tarefa para concluir todos os procedimentos”, ressaltou a secretária adjunta de Administração Sistêmica, Florinda Lafaete.

Ainda nesta terça-feira, os gestores definiram o plano anual de aquisições de insumos e suprimentos para o ano de 2018.

(Fonte: Folhamax)

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