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06/12/2018 | 08:15 - Atualizada em 06/12/2018 | 08:52

Estudante de 18 anos vende salgados para ajudar pagar a faculdade

Conheça a história dos ambulantes que estão desde as seis horas da manhã nas ruas para garantir o sustento da família

Geiseane Lemes

Eles acordam antes do dia amanhecer para estarem às seis horas da manhã prontos para vender água de côco, salgados, pão caseiro e pastel. Nossa equipe percorreu uma das avenidas mais movimentadas no bairro CPA 4, em Cuiabá, para contar o dia a dia dos ambulantes. Entre desafios e dificuldades, todos com o objetivo de garantir a renda própria.

Existe algo em comum com a maioria das pessoas entrevistadas, saíram ou foram demitidos do emprego e vender fez de uma alternativa a principal renda da família. Como é o caso do Elias Caetano, aposentado, vendedor de água de côco há dois anos.

Ele trabalhava como pintor artesanal decorativa. “Eu era prestador de serviço, agora recebe um salário mínimo da aposentadoria, então, resolvi vender água de côco para acrescentar a renda. Chego às seis horas todo dia”, comenta.


Além disso, o aposentado serve o café quente. Utiliza uma mesa onde coloca uma caixa de isopor com garrafas de 350 ml e um banco onde fica enquanto espera entre um cliente e outro. Ele trabalha do início da manhã até o final da tarde.

Estephani de Almeida tem dezoito anos de idade, cursa a faculdade de biologia e está há três meses trabalhando como vendedora de salgados em período integral. “Eu preciso para ajudar a pagar minha faculdade, chego às sete horas da manhã e trabalho até as dezessete horas”, disse Estephani.

A jovem que gosta do trabalho pelo fato de conhecer pessoas diferentes e novas histórias, considera isso divertido. Vende pastel e diversos tipos de salgados, além de caldo de cana e o café, esse é o mais vendido. Para sair bem na faculdade, Estephani estuda no local de trabalho quando o movimento de clientes fica tranqüilo, que segundo ela, é sempre no período da tarde. “É meu primeiro emprego como funcionária, mas já trabalhei no mercadinho do meu pai”, explicou.

Outro exemplo de vida é “seu” Paulo Roberto, morador antigo do CPA 4 e há cinco meses, vende pão caseiro. Ele fica com o carro no canteiro em frente a uma escola e o marketing dele é o de “boca a boca”.

E a idéia de vender surgiu diante de uma dificuldade. “Eu tive uma hérnia e não pude mais trabalhar na indústria, então não tive para onde correr, e vim trabalhar com o pão”, disse Roberto.


A esposa do Paulo quem o faz os pães, vendem por encomenda e também em casa. Segundo o vendedor, o lucro não é o quanto ele espera, porém é o suficiente para sobreviver. Ele trabalha nos dois períodos, da manhã e à tarde, garante que tem a flexibilidade de fazer o seu próprio horário. No carro ele expõe o cartaz e de vende a unidade por R$ 2,50. “Agradeço pela oportunidade de nós, ambulantes, mostrarmos nosso trabalho”, finaliza.
 
 
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