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04/02/2019 | 10:09

Chuva altera rotina das buscas por vítimas da tragédia em Brumadinho

As chuvas que atingem a cidade de Brumadinho atrasaram o início das buscas nesta segunda-feira (4) por vítimas do rompimento da barragem da Vale. Os trabalhos já haviam sido interrompidos na tarde deste domingo (3) justamente por conta da ameaça de chuva.

Nesta manhã, os trabalhos começaram apenas por volta das 8h — normalmente, tinham início mais cedo — e estão restritos a buscas a pé e em botes em um trecho do Rio Paraopeba, segundo o Corpo de Bombeiros. Cães farejadores, helicópteros e maquinário pesado, que vinham sendo utilizados nos últimos dias, não estão sendo empregados.

Segundo o tenente coronel Anderson Passos, há risco para os bombeiros na principal área de buscas, chamada de zona quente, porque a perspectiva é de que o rejeito remanescente na barragem do acidente possa se desprender e se deslocar até o trecho de ação das equipes por conta da chuva.

Até agora, 114 dos 121 mortos encontrados foram identificados. Há ainda 205 pessoas desaparecidas e outras 394 que foram localizadas com vida. Segundo a Polícia Civil, foi colhido material genético de 210 pessoas para ajudar na identificação de vítimas.

Trabalham no local mais de 454 homens e 14 cães farejadores, além de 9 máquinas retroescavadeiras e anfíbias e 12 aeronaves. Desde sexta-feira (1º), quando o rompimento da barragem da Vale na Grande BH completou uma semana, a operação de resgate entrou numa nova fase e não tem data para acabar, segundo as autoridades.

No sábado (2), além das buscas, começaram as vistorias em barragens do estado e foi finalizada a 1ª estrutura de contenção no rio Paraopeba.

Números da tragédia
121 mortos confirmados – 114 identificados
205 desaparecidos 
192 resgatados
395 localizados


Desde o dia seguinte ao rompimento da barragem não são achados sobreviventes. Para os bombeiros, é muito pequena a possibilidade de achar alguém vivo em meio ao mar de lama, que varreu a comunidade local e parte do centro administrativo e do refeitório da Vale.

Entre as vítimas, estão pessoas que moravam no entorno e funcionários da mineradora. Por causa do número de mortos, o prédio do velório municipal não foi suficiente. Outros dois locais foram improvisados para receber as famílias.
 
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