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12/03/2019 | 09:23

Cidades do ABC continuam alagadas e cheias de lama um dia após temporal atingir região

Cidades do ABC continuam alagadas e cheias de lama um dia após temporal atingir região

Foto: Reprodução

Um dia após o temporal que atingiu a capital paulista e a Grande São Paulo, moradores de São Bernardo do Campo ainda sofrem com vários pontos de alagamentos na manhã desta terça-feira (12). Uma pessoa morreu na cidade

O prefeito Orlando Morando (PSDB) decidiu decretar estado de calamidade pública. Com isso, a Prefeitura espera receber ajuda do governo federal para se recuperar.

Na Rua Doutor Gabriel Nicolau, em Rudge Ramos, a rua permanece inundada e a água vai baixando lentamente. No fim da rua tem piscinão que extravasou. Segundo moradores, as bombas do piscinão não funcionavam há algum tempo. De acordo com a Prefeitura, a água invadiu a casa de máquinas e queimou as bombas.

Mais cedo, um caminhão-pipa da Prefeitura limpava uma rua do bairro. Bombeiros estão no local por precaução caso volte a chover e a água volte a subir.

No início de São Caetano do Sul, o cenário é de lama e destruição nesta manhã. Há muito entulhado acumulado na calçada por conta dos móveis estragados pela enchente que os moradores deixaram no local. Três pessoas morreram afogadas na cidade.

Na Rua Major Aderbal de Oliveira, no bairro Fundação, o cenário é ainda mais alarmante, a via está quase intransitável com muita lama e entulho. O rio Tamanduateí transbordou com a chuva a altura da água no local superou os 2 metros. A água chegou a danificar até a estrutura de imóveis.

Balanço

O temporal que atingiu a cidade de São Paulo e região metropolitana deixou 12 mortos, vítimas de soterramentos e afogamentos. Mais de 500 famílias estão desabrigadas.

A linha 10-Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) ficou totalmente interditada e só voltou a funcionar às 19h de segunda (11). Na manhã desta terça (12), os trens continuavam circulando com velocidade reduzida e as plataformas estavam lotadas.

A enxurrada arrastou carros e bombeiros usaram botes para resgatar pessoas que ficaram ilhadas. Em São Paulo, um morador chegou a usar uma motoaquática para ajudar a resgatar pessoas ilhadas pelas inundações.

Até as 23h desta segunda (11), os bombeiros tinham registrado 175 chamados para desabamentos, 135 para quedas de árvores e 864 para enchentes.

Estado Calamidade

O prefeito de São Bernardo do Campo decretou nesta segunda-feira (11) estado de calamidade pública após as fortes chuvas que atingiram a cidade. Ao menos uma pessoa morreu afogada no município.

Segundo Morando, em cinco horas choveu 140 mm em alguns pontos de São Bernardo do Campo, quase 50% acima da média do mês de março, que é de 95 mm.

Com o decreto de calamidade a possibilidade de obtenção de recursos é facilitada. O município em emergência ou em calamidade pública pode contratar pessoas, serviços e obras sem licitação.

Morando disse que vão se concentrar em 14 ações para mitigar os danos causados pelo temporal, como vale refeição para as pessoas que não conseguem cozinhar, alojamentos e vagas em hotéis em municípios para os desabrigados e desalojados e isenção de IPTU para alguns casos.

Medidas que serão adotadas a partir do decreto:

•Todos os moradores impactados pela chuva e que não conseguem usar a própria casa, receberão vale-refeição.

•Haverá distribuição de colchões para quem perdeu móveis dentro de casa.

•Famílias impactadas não precisarão pagar conta de água durante 30 dias. Acordo com a SABESP

•Desabrigados irão para um alojamento ao lado da prefeitura. São 70 vagas, se extrapolar os demais irão para hotéis na cidade. São 200 leitos a princípio.

•Moradores afetados ficarão isentos de pagar o IPTU 2019. A medida é válida apenas para imóveis residenciais.

•Viaturas ficarão 24h nas áreas impactadas para evitar que casas sejam saqueadas..muitas tiveram seus portões arrancados pela força da água.

•Prefeitura vai notificar o Ministério da Integração para a liberação do FGTS aos moradores afetados.

•Bolsa-cobertura para moradores afetados que não tem renda. Uma espécie de indenização paga com dinheiro da prefeitura.

 
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