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Notícias / Saúde

27/08/2019 | 10:14

Servidores do PS foram exonerados por desvios de insumos e remédios

Hiper Notícias

Servidores do PS foram exonerados por desvios de insumos e remédios

Foto: Reprodução

O secretário municipal de Saúde, Luiz Antônio Possas de Carvalho, afirmou nesta segunda-feira (26) que após uma investigação foi comprovado que funcionários do Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC) estavam desviando medicamentos da própria unidade de saúde.

Conforme Possas, a prefeitura abriu seis Processos Administrativos Disciplinares (PAD) contra esses servidores, que já foram exonerados.

“Pessoas que eram obrigadas a zelar pela distribuição, mas eram as primeiras a desviarem. Isso é trágico. É horrível e a gente vinha falando. Essas pessoas já foram exoneradas e além disso estão respondendo um PAD”, disse o secretário durante entrevista no programa Bom Dia MT.

O gestor de Saúde destaca que a descoberta dos desvios realizados por funcionários foi a partir da investigação do setor de Inteligência do próprio hospital.

“Nós entregamos em um final de semana 20 mil pares de luvas, ocupa-se 2 a 3 mil em um final de semana. Na segunda-feira já não tinha mais nenhuma. É impossível isso. Começamos a apertar o cerco e apertando, entrou o setor de inteligência dentro do PS e descobriu de onde estava vindo o desvio”, citou.

“Além disso estava tendo má vontade por parte de algumas pessoas. Os responsáveis pelas farmácias satélites não estavam indo na central buscar os medicamentos e os insumos. Esperavam que fossem entregues durante a semana”, completou.

Denúncia antiga

Em maio, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) já tinha declarado que sua gestão vinha passando por um ‘boicote’ por parte de alguns servidores. Durante a inauguração da terceira etapa do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), o chefe do Executivo denunciou que funcionários estariam escondendo materiais hospitalares.

“Há um problema de falta de medicamentos, que é uma guerra constante, porque entra um problema de gestão, que eu sei que há e que estou em cima. Mas há, também, boicotes, há também uma desestruturação, uma má vontade em virtude do novo momento que estamos vivendo na saúde pública, mas eu vou enfrentar isso até o último momento", disse à época.
 
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