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02/12/2019 | 11:18

Cacau Protásio sofre ataques racistas de grupo de bombeiros e desabafa

Redação TVmaisnews

Cacau Protásio sofre ataques racistas de grupo de bombeiros e desabafa

Foto: Reprodução

A atriz Cacau Protásio foi vítima de ataques racistas e gordofóbicos de um grupo de bombeiros enquanto gravava cenas para seu novo filme 'Juntos e Enrolados'. A gravação aconteceu no Quartel-Central do Corpo de Bombeiros, no Centro do Rio, e um grupo mostrou insatisfação com isso cometendo o crime.

A cena que estava sendo gravada no local era de uma apresentação de dança, e Carol e alguns bailarinos colocaram fardas da corporação para gravar. Um sargento que estava acompanhando os bastidores fez um vídeo, que compartilhou em um grupo de WhatsApp, falando várias ofensas e atacando os artistas: 'Olha a vergonha no pátio do quartel central. Essa mulher do Vai que Cola, aquela gorda, colocou a farda e botou os dançarinos viados com roupa de bombeiro. Isso é um esculacho, rapaz. Qual é a desse comandante? Vai deixar uma p… dessas no pátio do quartel?'.

Outro bombeiro então continuou os ataques à Cacau e os dançarinos dizendo 'Vergonhoso. Mete aquela gorda, preta, numa farda de bombeiro, uma bucha de canhão daquela, com um monte de bailarino viado, quebrando até o chão. Vão achar que é o que? Bombeiro? Aquilo é tudo viado. Lamentável'. Quem divulgou o registro dos ataques foi o colunista Leo Dias.

Cacau então fez uma série de vídeos em seu Instagram para comentar o caso e desabafar em como é triste ter sofrido esses ataques. Amigos e fãs da atriz se manifestaram em apoio à ela e o integrantes do elenco que também foram atacados.

Em entrevista

Cacau Protásio desabafou sobre os insultos que recebeu depois de gravar cenas do filme “Juntos e Enrolados”, em um quartel do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Na produção, atriz interpreta uma sargento, que é desejada por outro bombeiro, que sonha com ela.

No dia seguinte após a gravação, Cacau foi alertada sobre um áudio que estava circulando nas redes sociais, atribuído a um bombeiro. Nele, são feitas ofensas à atriz e ao elenco do filme. “Começaram a xingar, começaram a insultar e é muito doloroso ouvir”, relembra a atriz. Além de racismo, o conteúdo do áudio contém ataques gordofóbicos e homofóbicos.

Na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), no Rio, Cacau registrou um boletim de ocorrência por injúria.

No dia em que foi registrar a denúncia, ela acabou ficando presa no elevador. “O policial falou assim: ‘Olha, você vai ter que aguardar porque eu vou chamar o bombeiro para te salvar’. Me deu uma angústia e um medo muito grande”, desabafa.

A produção do filme informou ao Fantástico que não vai cortar a cena. Na quarta-feira (27), o Corpo de Bombeiros divulgou uma nota informando que não compactua com qualquer ato discriminatório e que os atos divulgados não representam a corporação centenária.

“Quando eu era criança eu tinha muita vontade de ser bombeiro e bailarina. É uma farda que eu acho linda. Eu continuo respeitando o bombeiro”, diz Cacau.
 
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