Imprimir

Imprimir Notícia

04/10/2017 | 10:11

Por falta de repasses, Cuiabá pode ficar sem maternidade pública

Pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS) em Cuiabá correm o risco de ficar sem o serviço de maternidade. O motivo é a paralisação parcial nos atendimentos dos hospitais filantrópicos da capital, a partir desta quarta-feira (4/10).

As direções das unidades de saúde cobram o repasse de R$ 2,5 milhões que deveria ter sido feito pelo Governo do Estado. “Esse pagamento era esperado em agosto, a secretaria [de Estado de Saúde] jogou para setembro, mas nós já estamos em outubro e ainda não recebemos”, reclama o diretor da Santa Casa de Misericórdia, Antonio Preza.

O setor de maternidade é um dos afetados no Hospital Geral. No Santa Helena – que também é referência nesse tipo de atendimento na capital – as atividades serão mantidas, mas, segundo Preza, não se sabe até quando. “O temor é que aumente a demanda lá. E já está faltando medicamento. Não sabemos até quando vai dar para manter”, explica.

As três unidades devem fechar os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No caso da Santa Casa, os leitos de retaguarda – onde são internados os pacientes que já receberam atendimento de urgência e emergência, mas ainda precisam de cuidados – também serão afetados.

Ao todo, 95 vagas serão fechadas na Santa Casa, sendo 30 de UTI e 65 de retaguarda. No Hospital Geral, além da UTI e da maternidade, as cirurgias cardíacas deixarão de ser realizadas.

Preza afirma que um comunicado sobre a interrupção nos atendimentos já foi encaminhado para as secretarias estadual e municipal de Saúde. Até o momento, no entanto, nenhuma reunião com as direções dos hospitais foi convocada.
 
 Imprimir