“Ao contrário do que a sociedade pensa os indígenas também são usuários do SUS”
E a população indígena em meio a pandemia do coronavirus, como anda o tratamento com eles? Será que eles cumprem o isolamento social ou a vida nas aldeias mantem a mesma rotina anterior ao COVID19?
A assessora da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso, Eliane Xunakalo, foi entrevistada do programa “Mais Notícias”, que relatar sobre a realidade atual da segurança e saúde das tribos espalhadas pelo estado.
Os últimos dados nacionais, demostram que em alguns estados a Covid-19 chegou até alguns povos indígenas, mas felizmente ainda não chegou até as aldeias do Estado de Mato Grosso, mesmo considerando a proximidade com as cidades que registram casos de contaminação de moradores pelo coronavirus.
“Graças a Deus não tem nenhum caso em MT, pois a Federação faz campanha de prevenção, para emitir alertas às terras indígenas que ficam próximas as cidades que estão com número de contaminados elevado, mas não tem nenhum caso de contágio nas aldeias do estado” disse Eliane Xunakalo.
Ela também complementou dizendo que a FEPOIMT, está trabalhando para orientar as aldeias e arrecadando alimentos para eles:
“E a federação trabalha com a prevenção e também estamos em uma campanha de arrecadação de alimentos, álcool e máscaras. Também estamos orientando uma saída controlada da aldeia, pois nossos parentes vão até as cidades para comprar suprimentos tais como: anzol, enxada, combustível para suas atividades, porque a vida na aldeia não parou.”
Os povos indígenas normalmente vivem isolados, longe das cidades. Como são os cuidados com essa população caso precisem ir em busca de um hospital público?
“Hoje temos, de 8 a 9 povos que estão em terras que sofrem uma pressão por conta dos conflitos, ao norte de Mato Grosso. Na região de Colniza, tem vários conflitos territoriais. Então estamos tomando os cuidados, porque recebemos as notícias vindas de Manaus, Pará e Maranhão, que há parentes dos indígenas matogrossenses morrendo, sem nenhuma ajuda, pois ao contrário do que a sociedade pensa também somos usuários do sus. A diferença é que temos uma atenção básica um pouco diferenciada dos demais, mas também iremos enfrentar filas em busca de uma UTI”
Além de toda a história dos indígenas, eles também são conhecidos pelos eventos onde tem danças e a aglomeração que é proibida hoje no Brasil. Mas será que está tendo aglomeração indígena?
“Algumas aldeias fazem, mas elas não saem do seu território. Na minha aldeia está tendo o CAPA, que é uma dança interna da própria comunidade e não pra cidade, é um ritual de proteção pedindo fartura. Eventos com outras aldeias está proibido, não estamos recebendo nenhuma visita e ninguém entra e ninguém sai”
E para quem quiser ajudar a causa da FEPOIMT, basta entrar nesse link e doar também acessar a pagina da federação para mais informações.
O programa Mais Noticias é transmitido de segunda a sexta, no canal 17.1 TV Educa Mais.