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Notícias / Política

15/11/2020 | 18:55

Mudança no sistema do TSE para reduzir custos causou ‘atraso’ na apuração

Redação TV Mais News

Uma mudança no sistema de apuração no Tribunal Superior Eleitora (TSE), que buscava reduzir os custos, causou a demora na divulgação da apuração. Pelo menos 1h40 após o fechamento das urnas em Mato Grosso, ainda não havia informações sobre nenhuma zona ou seção eleitora apurada.

Segundo o Secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), Luis Cézar Darienzo, a mudança aconteceu porque, a partir de 2020, a apuração dos votos passou a ser centralizada. “O que acontece é que até a eleição passada, em 2018, nós tínhamos uma transmissão descentralizada no país. Então os votos eram encaminhados para Mato Grosso, nós somávamos aqui e levava para o TSE apenas para divulgação. A partir de 2020 nós mudamos esse formato de totalização, então os votos só passam aqui em nível de conectividade, e são entregues direto no TSE, então é feita a somatória do TSE”, explicou.

Segundo Luis Cézar, os outros estados começaram a apuração antes, por causa do fuso horário. No entanto, quando os estados do fuso -4 (o que inclui Mato Grosso) entraram na apuração, houve aumento da carga de processamento. “Com isso o que foi decidido, que nós parássemos de totalizar, o país todo, essa demora está no país todo, para que nós pudéssemos receber os boletins que é o mais importante”.

O secretário explicou que a prioridade, agora, é aguardar a chegada dos boletins, principalmente de locais ermos. “Nós vamos receber primeiro esses boletins, do país todo, e quando começar a ter uma sobra, um espaço, nós começaremos a totalizar novamente e os resultados começam a aparecer em nível nacional”, afirmou. A previsão era de que a apuração começasse a ser divulgada por volta das 19h.

Luis Cézar afirmou que este problema estaria dentro da análise de risco da solução. “Toda vez que nós trazemos uma solução para a eleição nós temos uma análise de risco. Esse risco sempre existiu, o problema é que nós não conseguimos, em simulados, repetir o que acontece na realidade”, lamentou.

Fonte- Olhar Direto 

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