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Notícias / Política

12/05/2021 | 08:07

Lúdio Cabral sugere que Estado pague conta de luz dos mais pobres por três meses

Consumo de até 100 kWh por mês

Redação TV Mais News

Lúdio Cabral sugere que Estado pague conta de luz dos mais pobres por três meses

Foto: Divulgação

O deputado estadual Lúdio Cabral apresentou, na última semana, uma proposta para que o Governo de Mato Grosso pague a conta de luz da população mais pobre por três meses. A ideia foi aprovada pelos pares e deve virar projeto de lei em breve. De acordo com o parlamentar, a intenção é beneficiar  os consumidores residenciais cadastrados no CadÚnico ou no Benefício de Prestação Continuada (BPC), com consumo de até 100 kWh por mês.

“Grande parte da população está com dificuldade financeira e cada vez mais pessoas estão passando fome. A proposta que apresentei pode aliviar o sofrimento de muitas famílias. É uma medida de distribuição de renda que o Estado pode tomar para assegurar a sobrevivência da população em situação vulnerável. Com o dinheiro que usariam para pagar a conta de luz, essas famílias poderão comprar comida e ter mais condições de sobreviver nesse período tão difícil”, argumentou Lúdio.

O deputado utilizou os dados apresentados pelo Secretário de Estado de Fazenda Rogério Gallo para demonstrar que Mato Grosso tem recursos suficientes para custear este subsídio, já que o Estado teve superávit financeiro de R$ 3,9 bilhões ao encerrar o ano de 2020.

“A Assembleia já aprovou a proibição do corte de energia durante a pandemia, que é uma medida muito importante. Mas Mato Grosso pode fazer muito mais. O Estado iniciou o ano de 2021 com R$ 3,9 bilhões em caixa. Esse dinheiro tem que ser aplicado na proteção social da população mais vulnerável e na proteção econômica das micro e pequenas empresas mais atingidas pela pandemia de covid-19. Para isso, basta o governador decidir priorizar a proteção da população em vez de continuar priorizando o interesse dos gigantes”, afirmou Lúdio.

O deputado ainda lembrou dos altos impostos cobrados na conta de energia elétrica e destacou a necessidade de reverter essa arrecadação em benefícios para a população, principalmente em período de pandemia.

“O ICMS da energia elétrica chega a 42% em Mato Grosso. O dinheiro dos nossos impostos precisa ser revertido em políticas públicas que protejam a vida e os direitos da população. Auxílio emergencial não é esmola. É direito. Todos nós pagamos impostos para que o Estado cumpra seu dever de proteger a vida e a saúde das pessoas”, concluiu.



Fonte: OLHARDIRETO
 
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