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Notícias / Cidades

14/07/2021 | 06:17

Em depoimento a CPI, gigante da mineração de MT nega sonegação fiscal e lembra atentados contra a vida

Redação TV Mais News


Foto: Max Aguiar
 
O empresário do ramo de mineração, Valdiney Mauro de Souza, o popular Ney de Poconé, foi ouvido na tarde desta terça-feira (13) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Renúncia e Sonegação Fiscal para falar do ramo em que atua há mais de 30 anos. O presidente da CPI, deputado Wilson Santos (PSDB), questionou sobre regras para licenciamento, forma da distribuição de renda, planilhas de pagamentos e outras burocracias que envolvem a mineração. 

Ney até 2015 era sócio da empresa Maney Mineiração. Atualmente ele é proprietário da empresa Salinas Gold Mineradora. A Maney atualmente pertence ao governador de Mato Grosso Mauro Mendes. Ao presidente da CPI, ele disse que exporta 70% do ouro que retira. O grama do ouro está custando R$ 300. 

Ney diz que para fazer esse trabalho de retirada e exportação do metal precioso ele gasta muito com segurança. Tendo em vista que essa preocupação é por conta dos atentados que sofreu, inclusive um que ele fugiu, mas teve sua carga roubada e um funcionário morto.

Isso aconteceu no estado do Pará, em 2013. Na imprensa, o relato teria sido 40 kg de ouro roubados. Na CPI, Ney contou que teve 3kg de ouro roubados e só sobreviveu porque correu para o mato. Ele na época, ele era sócio de Mauro Mendes e um de seus seguranças acabou morrendo na troca de tiros. "Quando eu desci naquele aeroporto, os bandidos estavam lá. Estava chovendo muito e eu demorei pra entrar na aeronave. Isso que me salvou", disse o empresário. 

Ney também contou que paga seus impostos em dia. "Inclusive, em Poconé e Livramento, quem mais paga imposto para a cidade sou eu. E pago em dias", comentou. Wilson questionou se o município que tem a natureza degradada, inclusive com contaminação do mercúrio,  está tendo o retorno financeiro justo. Valdiney disse que faz o correto. "Não sei se é justo, ou injusto. Mas eu pago 1,5% de imposto", frisou o empresário. 

Ney atualmente tem quatro barragens na cidade de Poconé. Nenhuma das cavas garimpeiras é dentro do perímetro urbano do município. Ele também garantiu que nenhum garimpo seu tem água e se caso houver um rompimento, a população não corre risco de ficar alagada. "Pode chamar a AMPN que eu coloco a máquina para abrir e não vai causar problema. Não mexemos com cava inundada", relatou. 

Já se livrou de ciladas

Além de ter sido alvo de bandidos no Pará, Ney também contou que em 2012 foi alvo de bandidos e só sobreviveu porque a caminhonete era blindada. O presidente da CPI novamente questionou sobre o crime e Ney refutou responder sobre suspeitos ou motivos. "Graças a Deus, estamos vivos. Sim, a caminhonete era blindada. Não faço ideia de quem seria o autor ou mandante. Mas vamos falar de imposto ou de atentado contra a vida?", questionou o depoente. 

Wilson Santos questionou se o atentado seria caso pensado do empresário Filadelfo dos Reis, que também era sócio do ex-governador Silval Barbosa e teria uma rixa por espaço de terras para o minério. Ney disse que não sabe. "Pra mim é passado e sou tranquilo quanto a esse assunto. Nunca tive desavença em Mato Grosso nem por controle de terra nem nada do minério", concluiu sobre o assunto.  

Por último, Ney disse que não tem como correr do pagamento de imposto, pois suas empresas pagam por mês R$ 2 milhões de energia elétrica e gasta por mês em torno de um milhão de litros de óleo diesel com as máquinas. 

Além de Wilson, participaram da audiência os deputados Carlos Avalone (PSDB), Nininho (PSD) e Allan Kardec (PDT).



Fonte: OLHARDIRETO
 
 
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