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Notícias / Polícia

15/02/2022 | 08:23

Justiça faz arresto de imóvel para garantir indenização à família de jovem morta em Cuiabá

Perito realizou nesta segunda-feira avaliação de imóvel

Redação TV Mais News

Foto: GazetaDigital
 
 
Um perito avaliou hoje um dos imóveis de Marcelo Martins Cestari e Gaby Soares de Oliveira Cestari, pais da menor infratora que matou Isabele Guimarães Rosa com um tiro no rosto em Cuiabá. Um despacho do Poder Judiciário de Mato Grosso desta segunda-feira (14) informa que a perícia será realizada num imóvel localizado no Jardim Guanabara, em Cuiabá.
 
As partes devem se fazer presentes no ato – além da família Cestari, a mãe da vítima, Patrícia Hellen Guimarães. O ato atende a uma decisão que autorizou o arresto do imóvel para garantir o pagamento de uma indenização por danos morais exigida por Patrícia Hellen Guimarães, que perdeu a filha assassinada pela menor infratora, num condomínio de luxo no ano de 2020, na capital.
 
O arresto é uma medida judicial que visa justamente a apreensão de um bem (neste caso, o imóvel dos pais da menor infratora), para garantir que a indenização seja paga no âmbito do processo por danos morais movido por Patrícia Hellen Guimarães. No pedido de arresto, autorizado em julho de 2021 pelo juiz da 8ª Vara Criminal de Cuiabá, Murilo Moura Mesquita, a mãe da vítima pede uma indenização mínima de mil salários mínimos, e listou um total de 25 imóveis que pertencem a Marcelo Martins Cestari e Gaby Soares de Oliveira Cestari como foram de garantir o pagamento no caso de uma sentença favorável à família da vítima.    
 
O CASO
 
Isabele Guimarães Rosa tinha apenas 14 anos quando foi assassinada em julho de 2020 num condomínio de luxo, em Cuiabá. Ela foi vítima de um tiro na cabeça, disparado à queima roupa pela própria amiga, também adolescente.
 
Os pais da infratora - Marcelo Martins Cestari e Gaby Soares de Oliveira Cestari -, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado (MPMT) por homicídio culposo (sem intenção de matar), posse ilegal de arma de fogo, entrega de arma de fogo a menor de idade, fraude processual e corrupção de menores.
 
A adolescente utilizou uma pistola calibre .380 que estava em posse do ex-namorado para assassinar a amiga, em sua própria casa, no banheiro da residência, sem possibilidade de defesa. Atualmente, ela cumpre pena no complexo do Pomeri, na Capital, onde deverá permanecer os próximos 2 anos se não conseguir reverter sua condenação.
 
Marcelo Cestari, que é empresário e "entusiasta" da prática de tiros, já gastou R$ 45 mil para adquirir cinco armas de fogo importadas dos Estados Unidos. Ele e a esposa dificultaram a ação policial no inquérito, alterando, inclusive, a cena do ato infracional.
 
 
 
 
 
 
Fonte: FOLHAMAX


 
 
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