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A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Cristina Silva Mendes, manteve a prisão de um suspeito de “lavagem de dinheiro” num esquema de pirâmide, que operava baseado em Mato Grosso, e que pode ter causado prejuízos a 40 mil vítimas no país. Eduardo Alves Lopes, um dos alvos da operação “Easy Money”, não trouxe outros novos elementos que pudessem determinar sua liberdade. A decisão é do último dia 21 de março.
Na avaliação da magistrada, a prisão de Eduardo Alves Lopes atende ainda ao interesse do processo. “Ressurgem dos autos que Eduardo é apontado como integrante da célula criminosa pertencente ao Núcleo responsável pela captação de clientes com potencial de aportar vultosas quantias financeiras no esquema [...] verifica-se que o Requerente não trouxe aos autos elementos aptos a modificar a decisão contestada, razão pela qual merece subsistir por seus próprios fundamentos”, explicou a magistrada.
Na decisão, a juíza Ana Cristina Silva Mendes determinou ainda a penhora de valores em favor de 5 vítimas do esquema, que investiram entre R$ 102 mil e R$ 500 mil na fraude. A medida foi adotada após a justiça de Mato Grosso receber um comunicado da justiça do estado de São Paulo, onde também tramita a ação relativa a operação “Easy Money”.
EASY MONEY
A juíza da 7ª Vara Criminal do TJMT, Ana Cristina Silva Mendes, aceitou uma denúncia contra 10 pessoas que fariam parte de uma organização criminosa que estaria por trás de uma pirâmide financeira, no mês de setembro de 2021. Mateus Pedro Ceccato, presidente da King Prime – organização que prometia lucro mensal de 33,9% em investimentos -, está preso em Rondonópolis (216 KM de Cuiabá), desde agosto do ano passado, e é apontado como um dos líderes do bando.
Além de Mateus Pedro Ceccato, a justiça estadual também aceitou a denúncia contra sua esposa, Príscilla Dhane Pereira de Oliveira, também chamada de “Primeira Dama”, e que sempre estava “ao lado de Mateus nas publicidades, anúncios, lives e demais vídeos, para captação de vítimas”. Agnaldo Bergamim de Jesus, proprietário da Bentley Investimentos, também apontado como líder, e que teria uma “carta fiança” apresentada em propagandas para “garantir” os recursos investidos (e que seria inidônea), também virou réu na ação.
A lista de réus é completada por Vanessa Fernandes Dutra, esposa de Agnaldo Bergamim, e “diretora financeira” da organização criminosa, Renato Evangelista dos Santos, Aline Lima Malta Evangelista e Vinicius da Silva Siqueira – estes três últimos, responsáveis por “captar os clientes em massa, por meio de vídeos em plataformas como Youtube e Facebook” -, Eduardo Alves Lopes, que atuava no aporte de “elevadas quantias” em dinheiro para a organização, além de Danilo Cerqueira dos Santos, que “lavava” e "distribuía" o dinheiro ao grupo, proprietário da Skyline Investimentos.
O rol dos denunciados é finalizado pelo policial militar Éder de Melo Gonçalves, morador de Cascavel (PR), o “Amigão Eder King”, apontado como o "braço direito” de Mateus Pedro Ceccato. O grupo responderá por constituir organização criminosa, crimes contra a economia popular e lavagem de dinheiro.
Todos os réus encontram-se presos preventivamente com exceções ao casal Agnaldo Bergamin de Jesus e Vanessa Fernandes Dutra, bem como Eduardo Alves Lopes. O trio é considerado foragido da Justiça. Aline Lima Malta Evangelista foi beneficiada com a prisão domiciliar por ter um filho menor de 12 anos. Na decisão que aceitou a denúncia, a juíza Ana Cristina manteve a prisão preventiva dos réus.
O esquema de pirâmide revelado pelo Gaeco reuniu 40 mil pessoas e movimentou R$ 39 milhões.
Fonte: FOLHAMAX