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Foto: Reprodução
A defesa do cabo da Polícia Militar Lucélio Gomes Jacinto, condenado a 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado contra o tenente Carlos Henrique Scheifer, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), entrou com um recurso no Tribunal de Justiça pedindo absolvição.
Scheifer foi morto no dia 13 de maio de 2017 no Distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo (a 691 km ao Norte de Cuiabá), em meio a uma perseguição a criminosos do “Novo Cangaço”.
Lucélio foi condenado pela maioria do Conselho Permanente de Justiça - formado por um juiz de Direito e quatro juízes militares - no dia 24 de março deste ano. Os outros dois réus - o 3º sargento Joailton Lopes de Amorim e o soldado Werney Cavalcante Jovino - foram absolvidos.
O cabo responde a condenação em regime aberto. O Ministério Público Estadual (MPE) também interpôs recurso para que ele cumpra a pena na prisão.
A defesa do cabo da Polícia Militar Lucélio Gomes Jacinto, condenado a 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado contra o tenente Carlos Henrique Scheifer, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), entrou com um recurso no Tribunal de Justiça pedindo absolvição.
Scheifer foi morto no dia 13 de maio de 2017 no Distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo (a 691 km ao Norte de Cuiabá), em meio a uma perseguição a criminosos do “Novo Cangaço”.
Lucélio foi condenado pela maioria do Conselho Permanente de Justiça - formado por um juiz de Direito e quatro juízes militares - no dia 24 de março deste ano. Os outros dois réus - o 3º sargento Joailton Lopes de Amorim e o soldado Werney Cavalcante Jovino - foram absolvidos.
O cabo responde a condenação em regime aberto. O Ministério Público Estadual (MPE) também interpôs recurso para que ele cumpra a pena na prisão.
A defesa do cabo da Polícia Militar Lucélio Gomes Jacinto, condenado a 20 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado contra o tenente Carlos Henrique Scheifer, do Batalhão de Operações Especiais (Bope), entrou com um recurso no Tribunal de Justiça pedindo absolvição.
Scheifer foi morto no dia 13 de maio de 2017 no Distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo (a 691 km ao Norte de Cuiabá), em meio a uma perseguição a criminosos do “Novo Cangaço”.
Lucélio foi condenado pela maioria do Conselho Permanente de Justiça - formado por um juiz de Direito e quatro juízes militares - no dia 24 de março deste ano. Os outros dois réus - o 3º sargento Joailton Lopes de Amorim e o soldado Werney Cavalcante Jovino - foram absolvidos.
O cabo responde a condenação em regime aberto. O Ministério Público Estadual (MPE) também interpôs recurso para que ele cumpra a pena na prisão.
A defesa argumentou ainda que se a conduta do cabo tivesse sido reprovada pelo tenente, ele não teria permitido que o mesmo fosse atrás dos demais criminosos em uma região de mata, logo depois do fato e onde ocorreu a tragédia.
“Erro de fato”
Conforme os advogados, as provas dos autos demonstram que não houve dolo por parte do cabo ao efetuar o disparo. Segundo eles a tragédia foi ocasionado por uma série de circunstâncias fáticas - como falta de luminosidade e falhas na comunicação -, classificando-a como “erro de fato”.
Segundo a defesa, a equipe policial estava deitada escondida na mata, na tentativa de localizar os criminosos, quando, de repente, o tenente teria se levantado sem comunicar aos demais.
“O apelante CB PM Jacinto, pelas circunstâncias que se encontrava no momento do disparo, imaginou que o vulto que se aproximava dele fosse o de um oponente, no caso, um dos homiziados na mata”, afirmou em outro trecho do recurso.
A defesa argumentou que a morte do tenente poderia ter sido evitada, caso o Estado disponibilizasse condições mínimas, dignas e merecidas para o bom desempenho da atividade do Bope.
“Um equipamento de rádio comunicador de lapela viabilizaria a comunicação entre a equipe de patrulha, o qual faria uso o tenente para comunicar seu descongelamento e chamar a equipe para retomar a progressão até a viatura”, acrescentou.
“Igualmente, tivesse a equipe óculos de visor noturno ou equipamento termal, reduziria o risco de confundir um companheiro com oponente, o que teria evitado o tiro acidental contra o então comandante da patrulha”, completou.
“Mentira”
Por fim, a defesa também rebateu a tese da acusação de que o tiro foi intencional pelo fato do cabo não ter dito a verdade no início da investigação.
Os advogados alegaram que a mentira foi dita porque Jacinto tentou proteger a honra do Bope.
No entanto, ao passar dos dias, conforme a defesa, ele não suportou a pressão interna e decidiu contar a verdade.
"O contexto demonstra que a mentira inicial não foi proposital, mas sim fruto de desespero, de quem havia perdido o chão por ter alvejado um companheiro de farda. Isso fica evidente, na medida em que se observa que o apelante Jacinto e demais acusados sequer tiveram a preocupação em simular um confronto, revidando o suposto ataque, com saturação da área (o mínimo a ser feito)", afirmou em trecho do documento.
"Nada disso ocorreu. Quando se constatou que o vulto alvejado se tratava do comandante da operação, imediatamente tomaram as providências para socorrer o oficial. Fosse uma morte planejada, e considerando tratar-se de operadores experientes, a primeira coisa a ser feita seria disparar tiro para o lado oposto, marcando-se árvores e demais obstáculos, tudo visando a demonstrar um suposto confronto", completou.
Fonte: MIDIANEWS