30/11/2017 | 10:32
Gaeco leva servidor do TCE e esposa para depor sobre esquema com a Faespe
Folhamax
Foto: Reprodução
Apontados como líderes do esquema que desviou recursos públicos por meio de convênios entre órgãos públicos e a Faespe (Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual), o servidor do Tribunal de Contas do Estado, Marcos José da Silva, e sua esposa Jocilene Rodrigues Assunção foram levados à sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado) para prestarem esclarecimentos na manhã desta quinta-feira. Eles são alvos de mandados de condução coercitiva na 4ª fase da “Operação Convescote”.
Além do casal, o Gaeco ainda cumpre outros seis mandados de condução coercitiva e oito de busca e apreensão estão sendo cumpridos nesta manhã. A ação ocorre nas cidades de Cuiabá, Cáceres, Primavera do Leste e Rio de Janeiro/RJ.
Marcos José e Jocilene foram presos na primeira fase da operação, deflagrada em junho. A mulher, porém, foi colocada em prisão domiciliar para cuidar dos filhos menores de idade. Já Marcos, deixou a prisão em setembro deste ano por decisão do Tribunal de Justiça.
As investigações apontam que eles eram os responsáveis por cooptar as empresas “de fachada” para firmarem contratos com a Faespe. Por meio de convênios com órgãos públicos como a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas, essas empresas emitiam notas fiscais e recebiam por serviços que não eram prestados.
As investigações apontaram ainda que o dinheiro pago a essas empresas “retornavam” para os líderes do esquema. Ao todo, R$ 3 milhões teriam sido desviados pela organização criminosa.
CONVESCOTE 4
A 4ª fase da Operação Convescote dá continuidade as investigações sobre desvios de recursos por meio de convênios firmados com a Fundação de Apoio ao Ensino Superior Público Estadual (FAESPE), Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência à Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro (FUNRIO) e Associação Plante Vida.
Entre os alvos dos mandados estão servidores da ALMT e TCE, bem como empresários e um advogado. As sedes da FAESPE, FUNRIO e Associação Plante Vida também são objeto de busca e apreensão por agentes do Gaeco. Além do crime de constituição de organização criminosa, também há indicativos da prática de peculato e lavagem de dinheiro.
As fases anteriores originaram denúncias contra 23 investigados, contudo, investigações complementares indicaram o envolvimento de mais pessoas na organização criminosa, além de revelar que o desvio de recursos públicos é bem maior do que fora apurado anteriormente.
A operação contou com apoio de policias do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Força Tática de Várzea Grande e Cáceres e Gaeco do Estado do Rio de Janeiro.
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