O vereador cassado em Cuiabá, Marcos Paccola (Republicanos) e outros quatro policiais, tiveram a audiência de julgmento reagendado para o dia 29 de novembro, na ação penal decorrente da Operação Coverage, que foi uma das fases das fases da “Operação Mercenários”. O despacho do juiz Marcos Faleiros da Silva, da 11ª Vara Criminal Militar de Cuiabá foi publicado no início da noite de terça-feira (18). Caso sejam condenados, os réus podem até mesmo serem expulsos da corporação. A sessão será realizada de forma virtual, a partir das 13h30.
Todos são suspeitos de utilizar-se dos seus cargos e funções de relevância na Polícia Militar para fomentar esquema criminoso destinado à adulteração de registros de armas de fogo, mediante falsificação de documentos e inserção de dados em falsos em um sistema informatizado da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar.
De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), uma das armas de fogo sofreu alteração no registro de arma de fogo para ocultar a autoria de sete crimes de homicídios no período de 2015 a 2016. As mortes foram desvendadas pela “Operação Mercenários” que trouxe à tona a existência de um grupo de extermínio composto por policiais militares, civis e agentes de segurança de empresa privada.
Além de Paccola, serão julgados o 3º sargento Berison Costa e Silva, o tenente-coronel Sada Ribeiro Ferreira, o 2º tenente Cleber de Souza Ferreira e o tenente Thiago Satiro Albino. Nas alegações finais, o Ministério Público Estadual (MPE) pediu a condenação de Paccola, Berison e Cleber e a absolvição de Sada e Thiago.
O MPE requer a condenação de Paccola e Cleber por falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações. O MPE ainda requer que os dois sejam excluídos da corporação.
Já com relação a Berison Costa, o Ministério Público pede a condenação por inserção de dados falsos em sistema de informações. Além da briga na Justiça Militar, Paccola tenta na Justiça comum retornar ao mandato no Legislativo através de um mandando de segurança que ainda não foi analisado.