Mato Grosso,
Terça-feira,
25 de Agosto de 2026
informe o texto a ser procurado

Notícias / Geral

01/06/2023 | 11:18

Júri condena envolvido em chacina a 200 anos de prisão

Ao todo, 8 pessoas foram denunciadas pelo MPMT por envolvimento na chacina em Colniza

TVMais News

Júri condena envolvido em chacina a 200 anos de prisão

Foto: Reprodução

Ronaldo Dalmoneck, conhecido como "Sulaa", foi submetido a júri popular, nessa quarta-feira (31), e condenado a 200 anos de prisão por homicídio qualificado praticado contra nove pessoas. Ele é o primeiro integrante do grupo de extermínio responsável pela Chacina que aconteceu em 2017, no município de Colniza, a 1.065 km de Cuiabá.

A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso no Plenário do Júri ficou a cargo dos promotores de Justiça William Johnny Chae e Milton Matos Silveira Neto. A sessão foi presidida pelo juiz Luiz Antonio Muniz Rocha.  

Durante o julgamento, os jurados acolheram as teses defendidas pelo MPMT de que os homicídios foram cometidos por motivo torpe, meio cruel e com a utilização de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas.  
São elas: Aldo Aparecido carlini, Edson Alves Antunes, Ezequias Santos de Oliveira, Fábio Rodrigues dos Santos, Francisco Chaves da Silva, Izaul Brito dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Sebastião Ferreira de Souza e Valmir Rangel do Nascimento.  

Ao todo, 8 pessoas foram denunciadas pelo MPMT por envolvimento na chacina em Colniza. Na primeira denúncia, 5 pessoas foram acusadas de cometerem homicídio triplamente qualificado, mas o processo foi desmembrado.  

Na ocasião, foram denunciados Valdelir João de Souza, Pedro Ramos Nogueira, Paulo Neves Nogueira, Ronaldo Dalmoneck (o “Sula”) e Moisés Ferreira de Souza (conhecido como “Sargento Moisés” ou “Moisés da COE”). Dos 5, apenas Ronaldo Dalmoneck foi pronunciado pela Justiça para ser submetido ao Júri Popular.  

Em julho de 2021, a Promotoria de Justiça de Colniza denunciou mais 3 pessoas: o advogado e empresário Marco Túlio dos Santos Duarte, o agricultor Alcides Aberlardo Siebe e Cleisson Palharim.  

Segundo o MPMT, os 3 agiram “cientes da ilicitude e reprovabilidade de suas condutas, por grupo de extermínio e sob pretexto de prestação de segurança privada”, matando 9 pessoas por motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que dificultou a defesa das vítimas. A Justiça não recebeu a denúncia do MPMT em relação ao agricultor Alcides Aberlardo Siebe.  

A segunda denúncia, conforme o MPMT, foi resultado de uma nova linha de investigação que apontou outros motivos para a execução do crime e a participação de mais pessoas, sendo dois mandantes e mais um executor.

O caso

A chacina foi cometida no dia 19 de abril de 2017 e vitimou nove homens com idades entre 23 e 57 anos. Eles estavam em barracos erguidos na área rural quando foram rendidos, torturados e mortos. Dois deles foram assassinados com golpes de facão e os outros sete com tiros de espingarda calibre 12.

Por ser uma área de difícil acesso, sem sinal de telefone e celular, a polícia só foi comunicada da chacina no dia seguinte, quando testemunhas conseguiram chegar até o distrito de Guariba, também em Colniza. Inicialmente, a principal hipótese das investigações era de que os nove homicídios teriam sido cometidos a mando de fazendeiros da região por causa de uma briga por terras.
 
 
Assista Ao Vivo
 
Sitevip Internet