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22/08/2023 | 08:36

​MT apresenta taxa de 5,4% na cobertura da vacina bivalente contra a Covid-19

Em Maio deste ano, 2,1% da população estava vacinada, o que equivale a 16.135 mil doses aplicadas

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​MT apresenta taxa de 5,4% na cobertura da vacina bivalente contra a Covid-19

Foto: Agência Brasil

Somente 5,4% da população de Mato Grosso foi vacinada com a dose da vacina bivalente até o dia 17 de deste mês, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT). Em Maio deste ano, 2,1% da população estava vacinada, o que equivale a 16.135 mil doses aplicadas.

Cuiabá vacinou cerca de 44,5 mil pessoas até a última semana. A população vacinável é de 693 mil pessoas, o que significa que a capital tem menos de 7% de cobertura. Rondonópolis tem pouco mais de 20 mil doses aplicadas, de uma população vacinável de 237.520 pessoas, o que corresponde a uma cobertura de 8,6%.

Já em Várzea Grande, região metropolitana, a cobertura é de 3,5%, de um total de 268.129 pessoas aptas a receberem a bivalente, porém, menos de 10 mil pessoas tomaram a dose.

A aplicação da vacina bivalente contra a Covid-19 teve início para todos acima de 18 anos, em abril deste ano, de acordo com o Gabinete de Intervenção na Saúde. Mato Grosso registrou 83 mortes por Covid-19 em 2023, com cerca de 87% das pessoas que morreram por complicações da Covid acima de 50 anos.

Nova Variante
Uma nova subvariante chamda "ÉRIS" ou "EG.5", confirmado no estado de São Paulo, em uma paciente de 71 anos, levantou um novo alerta neste mês. A recomendação do Ministério da Saúde é pela vacinação, que é a principal medida de combate a doença.

O Ministério também ressalta que um antiviral para ser utilizado no tratamento da infecção pelo vírus está disponível no SUS, logo que os sintomas aparecerem e houver confirmação de teste positivo.


O que são as vacinas bivalentes?
As principais vacinas utilizadas no combate à pandemia são as chamadas "monovalente", eficazes contra casos graves, óbitos e hospitalizações mas fornecendo menos proteção frente à chamada variante dominante.

Variantes são "versões" do coronavírus derivadas de mutações (um fenômeno normal). Hoje, a variante dominante é a ômicron, que é bem diferente do vírus original. As vacinas bivalentes são imunizantes elaborados para oferecer uma proteção extra contra a Ômicron e suas subvariantes.


Quem pode tomar a vacina?
Pode tomar o reforço quem já recebeu, pelo menos, duas doses monovalentes, como Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer, com um intervalo mínimo de quatro meses da última dose. Aqueles que ainda não completaram o ciclo vacinal e está com alguma dose de reforço em atraso também pode se vacinar, conforme a recomendação.

Outros grupos também podem tomar a dose bivalente. As gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente a partir dos 12 anos, população privada de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas, funcionários do sistema de privação de liberdade.

Além de pessoas com comorbidades a partir de 12 anos, como diabéticos, hipertensos, cardíacos e outras condições; pessoas acima dos 60 anos, imunossuprimidos acima de 12 anos, pessoas vivendo em instituições de longa permanência acima de 12 anos e seus funcionários, população indígena, quilombola e ribeirinha acima de 12 anos.
 
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