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Notícias / Justiça

08/11/2023 | 16:53

Justiça bloqueia R$ 2,9 bi de quadrilha por extração ilegal de ouro

Por emprestarem dinheiro aos negociantes do material ilegal, os investigados recebiam até 15% ao mês pelo “investimento”

TVMais News

A Justiça determinou o bloqueio de bens no valor de R$ 2,9 bilhões de quadrilha acusada de comercializar mercúrio ilegal para abastecimento de garimpos de extração de ouro. A medida faz parte da Operação Hermes, deflagrada pela Polícia Federal, tem como sede de investigações Campinas (SP), mas com mandados em 8 cidades de Mato Grosso. Por emprestarem dinheiro aos negociantes do material ilegal, os investigados recebiam até 15% ao mês pelo “investimento”.


Em Mato Grosso foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Poconé, Peixoto de Azevedo, Cáceres, Alta Floresta, Pontes e Lacerda, Nossa Senhora do Livramento e Nova Lacerda.

As empresas Cooperativa de Mineradores e Garimpeiros da Região de Aripuanã (Coopemiga), Dinâmo Consultoria e Canadá Administração Extração Mineral são alvos dos federais.


Conforme coletiva de imprensa referente a operação, os policiais passaram 10 meses analisando os materiais coletadas na primeira faze da ação e chegaram a pedir a prisão de envolvidos. Porém, em consenso com o Ministério Público Federal (MPF) foi decidido “apenas” pelas buscas, a fim de ter uma apuração mais robusta, uma vez que com as detenções ela teria que ser acelerada.


“Considerando as milhares de fontes que temos que checar, as prisões não seriam viáveis neste momento”, disse o policial federal Edson Geraldo de Souza, da unidade de Campinas.


Foi apurado, o mercúrio contrabandeado pela organização criminosa chegava, principalmente, pela fronteira, de países como Bolívia e Guatemala. Material era enviado para empresas de São Paulo, que fradavam sistemas a fim de “dar legalidade” ao produto e distribuído aos demais envolvidos.


“Identificamos suma cadeia formada em Mato Grosso para distribuição deste mercúrio. Temos sócios e fornecedores. Os volumes transacionados são tão grandes que, às vezes, o principal investigado e seu sócio não tinham montante suficiente para investimento na quantidade de mercúrio disponível para vender aos garimpos”, afirmou a Polícia Federal.


Assim, eles buscam financiadores para fazer com que a máquina da organização girasse para compra de mais mercúrio ilegal. “O objetivo era não deixar a roda parar de girar. Assim pegavam dinheiro emprestado a juros atrativos, por isso muitas pessoas entraram no esquema. Pagar 10% a 15% por mês, não há investimento no mercado que consiga pagar isso, salvo drogas”, explicou.


(Com informações do GD)
 
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