O Ministério Público do Estado (MPE), representado pelo promotor Jaime Romaquelli, pediu à Justiça que o advogado Nauder Júnior Alves Andrade seja levado a julgamento pelo Tribunal do Júri. O pedido fundamenta-se na alegação de provas de autoria e materialidade dos crimes de feminicídio tentado, cárcere privado e ameaça, cometidos contra sua companheira, a engenheira E. T.M., de 29 anos.
No documento apresentado à Justiça em 8 de novembro, o promotor também solicitou a manutenção da prisão preventiva de Nauder, atualmente detido na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, em Rondonópolis.
A prisão do advogado ocorreu em 18 de agosto, sob suspeita de tentativa de homicídio contra sua namorada, utilizando uma barra de ferro para agredi-la. O inquérito policial e o depoimento da vítima indicam que Nauder, sob efeito de cocaína, a agrediu após sua recusa em manter relações sexuais.
O promotor argumenta que a materialidade dos delitos foi comprovada por meio do Boletim de Ocorrência, Prontuário de atendimento médico da vítima, Laudo Pericial de exame de corpo de delito, filmagens de câmera de segurança, Laudo Pericial de constatação de danos e Laudo Pericial do local dos fatos.
Durante a audiência, a vítima relatou as agressões ocorridas devido à sua recusa em manter relações sexuais e questionamentos sobre a recaída de Nauder, encontrado com saquinhos de cocaína em suas roupas. O depoimento descreveu uma série de violências, incluindo enforcamentos, proibição de sair de casa e ameaças de morte.
O promotor destaca que as agressões foram tão intensas que a vítima só não perdeu a vida porque conseguiu escapar e pedir socorro. Segundo ele, a conduta de Nauder evidencia uma clara intenção homicida.
Nauder refutou as acusações em juízo, alegando que a vítima teria usado cocaína e o agrediu durante discussões. Contudo, o MPE sustenta a autoria do feminicídio tentado, baseado na gravidade das agressões e na intenção de provocar a morte da vítima.
Diante dos fatos apresentados, o MPE solicitou à juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, da Vara Especializada em Violência Contra a Mulher, que Nauder seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes citados. Além disso, requer a manutenção da prisão preventiva para preservar a ordem pública e proteger a vítima.
A defesa de Nauder terá a oportunidade de apresentar suas razões finais antes da decisão da magistrada, que ainda não se pronunciou sobre os pedidos.
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