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30/01/2024 | 11:51

​Justiça quebra sigilos e manda prender empresário suspeito em morte de assessor

O corpo de Barbieri foi encontrado na madrugada de domingo, escondido em um matagal da Rodovia Transpantaneira

TVMais News

​Justiça quebra sigilos e manda prender empresário suspeito em morte de assessor

Foto: Reprodução

A Justiça de Mato Grosso decretou a quebra do sigilo telefônico dos investigados na morte do assessor parlamentar Sérgio Barbieri, de 73 anos, e determinou a prisão preventiva de um empresário suspeito pelo crime. 

A decisão foi tomada pela juíza Kátia Rodrigues Oliveira, da Vara Única da Comarca de Poconé, que também manteve a prisão de um dos acusados. 

O corpo de Barbieri foi encontrado na madrugada de domingo (28), escondido em um matagal da Rodovia Transpantaneira. A vítima tinha pelo menos seis perfurações no tórax e cabeça. 

O empresário Ezequiel Padilha de Souza Ferreira e Weverton Cesar de Brito foram apontados como autores do crime por adolescentes que estavam circulando na cidade com o carro da vítima. 

Weverton, que foi preso em flagrante logo após a apreensão dos cinco adolescentes, teve a prisão convertida em preventiva. 

Em relação a Padilha, a magistrada escreveu que a "materialidade e autoria restaram demonstradas nos autos através de relatórios minuciadas das investigações, Boletim de Ocorrência, Termo de depoimento, relatório policiais".

"Verifica-se que, no caso em análise, o indiciado supostamente foi o autor direto do crime de latrocínio, tendo desferido os tiros contra a vitima mesmo após, ter a vitima já em seu domínio. Conforme ainda declarações o representante supostamente é quem arquitetou toda a ação criminosa".

Quebra de sigilo 

Segundo as investigações, o assessor pode ter sido atraído por uma emboscada por um dos adolescentes apreendidos com quem ele mantinha uma “relação amorosa”. 

“Verifico que estão presentes os pressupostos que autorizam a quebra de sigilo, pois as infrações objeto da investigação são graves e punidas com a pena de reclusão e reprovabilidade, eis que se trata de supostos cometimento de latrocínio, associação criminosa, ocultação de cadáver e corrupção de menores”, diz trecho de documento.

No boletim de ocorrência, os menores disseram que tanto o empresário quanto Weverton foram os executores da vítima. Um estaria armado com uma pistola e o outro com um revólver. 

O corpo de Barbieri foi encontrado em uma moita próxima ao monumento de São Francisco.


Sérgio saiu de casa no começo da manhã de sábado (27) em um Fiat Fastback, prata, para ir até Poconé e avisou a família que voltaria de tarde. Porém, o caso tomou outro rumo.  

 

Sérgio parou de atender as ligações e, logo em seguida, o celular já ficou fora da área. Família achou tudo muito estranho, já que ele sempre estava online no WhatsApp e atendia os telefonemas.  

 

Já as mensagens de texto estavam sendo respondidas de uma forma diferente. Em determinado momento, ele avisou que só voltaria na terça-feira.  

 
Acontece que Sérgio era servidor da Assembleia Legislativa, assessor do deputado Valmir Moretto e nunca faltava o serviço. Em nota, o deputado lamentou a morte do amigo. "Sua partida deixa um vazio imenso em minha vida e na política, onde ele desempenhou um papel crucial como assessor e confidente", diz trecho. 

(Com informações MídiaNews)
 
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