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Notícias / Política

26/02/2024 | 11:58

Câmara vota abertura de processo de cassação contra prefeito alvo de operação

Manoel Loureiro (MDB) foi filmado recebendo dinheiro de propina de uma construtora

TVMais News

Câmara vota abertura de processo de cassação contra prefeito alvo de operação

Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (26), a Câmara de Diamantino (208 km de Cuiabá) vota a denúncia contra Manoel Loureiro (MDB), alvo da Operação Avaratia, deflagrada em agosto de 2023, por ter sido filmado recebendo dinheiro de propina de uma construtora. Essa é a segunda vez que o caso é analisado pelo Legislativo, que no ano passado rejeitou a denúncia.

Já se declararam favoráveis ao recebimento da denúncia os vereadores Ranilei Lima, Diocelio Prucinano (PDT), Edmilson Freitas (PSDB) e José Carlos David (PDT). Contra uma abertura de investigação se posicionaram contra Michele Carrasco (União), Adriano Correa (PSB), Mateus Keller (PSD) e Rose Pinhata (MDB). 

Caso a votação fique empatada, caberá ao presidente da Câmara, Arnildo Neto (Pode) desempatar. Se a denúncia for recebida, será nomeada uma comissão de investigação que terá 90 dias para analisar o caso e apresentar parecer que será levado para o Plenário. Para que o prefeito seja cassado são necessários seis votos.

INVESTIGAÇÃO

Nas imagens divulgadas, Manoel aparece contando notas de R$ 50 e R$ 100 que, segundo as investigações, eram propina paga por uma construtora, que deveria "devolver" parte do valor recebido pelas obras realizadas. O vídeo foi gravado pelo proprietário da empresa, que afirmou ao Ministério Público do Estado (MPE) que essa não foi a primeira cobrança do tipo feita pelo gestor.

Na época da operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa dele e a quebra do sigilo bancário. Entre as provas estão conversas pelo WhatsApp entre o prefeito e o empresário onde o gestor informava que o pagamento já havia sido feito e que precisavam agendar uma reunião para receber o "documento". Inicialmente não existia um valor definido, mas depois a cobrança foi fixada em 10% dos valores recebidos.
 
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