Apontado como principal operador do esquema de interceptações ilegais ocorrido na campanha e gestão do ex-governador Pedro Taques, o policial militar Gérson Luiz Ferreira Correa Junior foi promovido ao posto de 2º sargento da PMMT. A publicação ocorreu no Diário Oficial desta sexta-feira (17) e é assinada pelo comandante-geral da Polícia Militar, Alexandre Correa Mendes.
De acordo com a publicação, Gérson Correa foi promovido "em ressarcimento de preterição" após ingressar com recurso junto à própria instituição. Nestes casos, a promoção de militares é barrada quando "eles respondem processo criminal ou tribunal de honra ou tiver sido prejudicado por comprovado erro administrativo".
Gérson Correa Junior ganhou os holofotes em Mato Grosso após ser apontado como um dos operadores do esquema conhecido como "Grampolândia Pantaneira". Na época, era cabo da PM e lotado no Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Segundo o próprio Gérson Correa, em colaboração à Justiça, le foi cooptado pelo coronel Zaqueu Barbosa, ainda na campanha de Pedro Taques ao Governo do Estado, para interceptar adversários políticos do governador, além de jornalistas e advogados, além de policiais militares envolvidos em infrações criminais.
Já na gestão do ex-tucano, o esquema seguiu. Diversas pessoas foram interceptadas sem aval da Justiça ou com "cobertura" em investigações diversas. Entre elas, até amante de secretário de Estado e a deputada Janaína Riva (MDB).
Com a colaboração, o agora 2º sargento foi beneficiado com o perdão judicial. Além de não receber nenhuma pena, ainda seguiu na corporação, mantendo os benefícios das promoções.
Ainda no julgamento realizado pela 11ª Vara Criminal, o coronel Zaqueu Barbosa foi condenado a 8 anos de prisão, enquanto os coroneis Evandro Lesco, Ronelson Jorge de Barros e Januário Batista foram absolvidos.
MídiaJur