Prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) utilizou as redes sociais para se manifestar sobre a Operação Miasma, deflagrada nessa terça-feira (28), para apurar fraudes em licitação na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá. Essa foi a 20ª investigação contra a gestão municipal.
No vídeo publicado nesta quarta-feira (29), o gestor afirma que não tem nada a temer porque “nunca fez ou mandou alguém fazer nada de errado” na Prefeitura de Cuiabá. O gestor disse que defende a apuração de denúncias: “Toda denúncia deve ser investigada, seja contra a Prefeitura de Cuiabá, o governo do Estado ou qualquer outro ente.”
Reforçou que “em todas as denúncias ou operações, meu nome sequer é citado, e não há nenhuma menção ao prefeito de Cuiabá. E digo mais: isso não vai mudar, porque eu não faço nada de errado e não mando ninguém fazer nada de errado. Como advogado, posso afirmar que uma operação é uma medida cautelar, autorizada pela justiça para buscar provas. Faz parte do inquérito. E, como várias outras operações contra a própria prefeitura, esta pode vir a ser arquivada.”
Por fim, asseverou que a Prefeitura de Cuiabá está à disposição da Polícia Federal para colaborar em todo o processo de investigação.
“O prefeito da capital é o maior interessado na elucidação dos fatos e na revelação da verdade. Tenho uma filosofia de vida, um princípio que diz que todo homem público deve estar aberto à investigação. Homem público que não quer ser investigado não deve entrar na vida pública. E, se já estiver nela, deve sair imediatamente. Um famoso pensador disse que o preço da liberdade é a eterna vigilância. Um verdadeiro homem público não teme a eterna vigilância”, finalizou.
A PF deflagrou a operação com objetivo de cumprir 32 mandados de busca e apreensão em cidades de Mato Grosso, Amazonas, Tocantins e Distrito Federal. Além das buscas, houve a efetivação de medidas cautelares de suspensão de pagamentos de contratos públicos e de afastamento de função pública.
Entre os alvos, foram apontados familiares da esposa do prefeito, a primeira-dama Márcia Pinheiro (PV), que as negaram irregularidades.
As apurações apontam indícios de montagem no processo de adesão à ata de registro de preço, com participação de diversas empresas parceiras, bem como que a liberação e pagamento das licenças do software não possuíam correlação com a efetiva implantação e adesão à funcionalidade.