O Ministério Público de Mato Grosso denunciou 17 policiais militares e um segurança particular acusados de integrar um grupo de extermínio na região metropolitana.
A denúncia, assinada por 5 promotores de Justiça, aponta que os policiais contavam com a atuação de um colaborador para atrair interessados em crimes, visando na verdade executá-los.
A operação, deflagrada em março de 2022, teve como base investigações em 6 inquéritos sobre supostos 'confrontos' na região.
O MP destacou a morosidade da Polícia Militar na apuração dos fatos e responsabilização dos acusados, ressaltando que a eficiência da polícia é medida pela capacidade de evitar crimes, não pelo número de pessoas mortas.
Os promotores também citaram registros da Delegacia de Homicídios que apontam uma escalada exponencial de mortes em intervenções policiais, com mais de um terço dos homicídios na região cometidos por policiais militares em 2023.
Laudos periciais revelaram execuções sumárias e alterações nas cenas de crime.
Além disso, houve tentativas de prejudicar as investigações, como transferências dos investigados para o interior do Estado e ocultação de provas.
Com base nas apurações, o MP denunciou os 17 policiais e o segurança particular, que foram identificados como integrantes do grupo de extermínio.
Os acusados são: ALTAMIRO LOPES DA SILVA, ANTONIO VIEIRA DE ABREU FILHO, ARLEI LUIZ COVATTI, DIOGO FERNANDES DA CONCEIÇÃO, GENIVALDO AIRES DA CRUZ, HERON TEIXEIRA PENA VIEIRA, ICARO NATHAN SANTOS FERREIRA, JAIRO PAPA DA SILVA, JONATHAN CARVALHO DE SANTANA, JORGE RODRIGO MARTINS, LEANDRO CARDOSO, MARCOS ANTONIO DA CRUZ SANTOS, THIAGO SATIRO ALBINO, TULIO AQUINO MONTEIRO DA COSTA, VITOR AUGUSTO CARVALHO MARTINS, WESLEY SILVA DE OLIVEIRA e PAULO CESAR DA SILVA.
GD