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Notícias / Agronegócios

04/10/2024 | 10:24

Ministério da Agricultura retira 11 marcas de azeite de circulação

Fiscalização constatou que produtos não atendiam aos parâmetros de qualidade exigido

TV Cultura

Ministério da Agricultura retira 11 marcas de azeite de circulação

Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu a venda de 11 marcas de azeite de oliva impróprias para o consumo.

A lista, divulgada na última quinta-feira (3), inclui os produtos Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira, Serrano, Oviedo, Imperial, Ouro Negro, Carcavelos, Pérola Negra e La Ventosa.

A fiscalização, realizada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, constatou que eles não atendiam aos parâmetros de qualidade exigidos pelas normas brasileiras.

Além das irregularidades detectadas nas análises físico-químicas, o Mapa constatou que as empresas responsáveis pelos produtos tinham o CNPJ inativo, reforçando as suspeitas de fraude.

As marcas estão oficialmente proibidas, e os supermercados e atacadistas que continuarem a comercializar esses azeites poderão ser responsabilizados. Outras marcas seguem em investigação, e novos resultados podem ser divulgados em breve.

O azeite de oliva é o segundo alimento mais fraudado no mundo, ficando atrás apenas do pescado. A adulteração pode incluir misturas com outros óleos e a adição de ingredientes não autorizados, como corantes e aromatizantes.

Essas práticas representam sérios riscos à saúde, especialmente para consumidores que utilizam o azeite por seus benefícios cardiovasculares. Um exemplo grave de fraude foi a “síndrome do azeite tóxico”, que causou mais de mil mortes na Espanha na década de 1980, após a ingestão de azeite adulterado.

Para evitar problemas, especialistas recomendam atenção na hora da compra. Por isso, dê preferência aos envasados recentemente, armazenados em garrafas de vidro escuro, que protegem o produto da luz, e sempre confira a procedência no rótulo.

Há também diferentes categorias de azeite que devem ser observadas: o extravirgem, com acidez menor que 0,8%, é o de maior qualidade; o virgem tem até 2% de acidez e pode apresentar alguns defeitos sensoriais; já o lampante, com acidez superior a 2%, é impróprio para o consumo humano; e o tipo único é refinado quimicamente, sendo mais indicado para frituras.

Os consumidores que adquiriram os produtos desclassificados devem interromper o uso e têm o direito de solicitar a substituição conforme as orientações do Código de Defesa do Consumidor. Reclamações podem ser feitas diretamente ao Mapa por meio do canal oficial Fala.BR, informando o nome do estabelecimento e o endereço onde o produto foi adquirido.
 
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