04/02/2026 | 09:00
Imprensa
Parlamentares acusam colega de "tumultuar" a gestão por exigir cumprimento do edital e transparência na Educação
Foto: VG Notícias
Uma reunião a portas fechadas na Presidência da Câmara Municipal de Várzea Grande, realizada nesta quarta-feira (28.01), se transformou em bate-boca generalizado, com trocas de farpas, acusações de "roubo de lideranças" e até agressões verbais entre parlamentares.
O clima esquentou quando vereadores da chamada "oposição seletiva" resolveram cobrar um colega que tem feito seu papel de fiscalização na Secretaria Municipal de Educação. Charles da Educação, eleito justamente com votos dos profissionais da área e o mais votado de VG, tem protocolado ofícios pedindo explicações ao secretário sobre o processo seletivo da educação, que tem gerado muitas reclamações por parte dos profissionais – as aulas começam na próxima segunda-feira.
Mas o que deveria ser reconhecido como trabalho parlamentar virou motivo de "acareação". Um vereador que se comporta como "xerifão" da Casa partiu para cima do colega, acusando-o de "tumultuar o processo da educação" por estar cobrando transparência e cumprimento de edital.
Teatro armado
Segundo relatos, a reunião tinha cara de emboscada. Estavam presentes vários vereadores que se dizem de oposição, e os mais "inflamados" teriam sido três parlamentares específicos que não pouparam críticas ao colega por estar exercendo seu papel.
Charles não engoliu o desaforo e respondeu à altura: "Olha, não dá pra conversar com você, você não tem educação". E saiu da reunião deixando o "xerifão" falando sozinho – que passou a gritar no vazio, desferindo ofensas.
O xis da questão
O vereador está cobrando explicações sobre o processo seletivo da Educação, atendendo demandas da categoria que o elegeu. Mandou ofícios ao secretário pedindo esclarecimentos sobre vagas, cumprimento de edital e outras questões levantadas pelos profissionais da área.
Mas, aparentemente, incomodou. E muito.
A pergunta que fica: por que tanto incômodo com um vereador que está simplesmente fazendo seu trabalho? Por que, ao invés de cobrarem o colega, os outros parlamentares não engrossam as fileiras em defesa dos profissionais da Educação?