09/02/2026 | 08:18
Bad Bunny faz história no Super Bowl com orgulho porto-riquenho, Ricky Martin e Lady Gaga
O astro porto-riquenho apresentou uma performance espetacular, com músicas como “Baile Inolvidable” e “DTMF”
Redação Rolling Stone
Foto: Todd Rosenberg/Getty Images
Bad Bunny fez história como o primeiro artista latino a realizar um show de intervalo do Super Bowl predominantemente em espanhol — e ele se superou. O astro apresentou um espetáculo empolgante para entrar para os anais, completo com dançarinos, muito orgulho porto-riquenho e até uma participação especial de Lady Gaga.
Bad Bunny abriu a performance com “Tití Me Preguntó” enquanto caminhava por um cenário que homenageava as tradições porto-riquenhas, desde chapéus pava até homens jogando dominó. Em seguida, ele fez a transição para “Yo Perreo Sola” com um exército de dançarinos.
Ele apresentou grandes sucessos do reggaeton como “Safaera”, “Party”, “Voy a Llevarte a PR” e “EoO”. Esta foi a parte mais intensa do seu show, e o viu dançando no topo de La Casita, a casa tradicional porto-riquenha rosa que se tornou um elemento fixo durante seus shows e que apresenta convidados especiais. Para o Super Bowl, La Casita estava cheia de estrelas, incluindo Jessica Alba, Karol G e Pedro Pascal.
Mas a maior surpresa veio quando Lady Gaga apareceu para apresentar uma versão salsa de “Die With a Smile”. Atrás dela, a banda de apoio de Bad Bunny, Los Pleneros de la Cresta, tocou o arranjo atualizado. Eventualmente, eles passaram para seu sucesso de salsa “Baile Inolvidable”.
Bad Bunny então tocou “Nuevayol” antes de deslizar para “Lo Que Paso a Hawaii”, que contou com Ricky Martin. Logo depois, Benito mostrou seu orgulho porto-riquenho com os hinos “El Apagón” e “Café con Ron”. Para o grande final, ele encerrou com “DtMf” e uma explosão gigante de fogos de artifício. No meio, ele gritou “God bless America!”, e nomeou todos os países da América Latina.
Não é a primeira vez de Bad Bunny no palco do Super Bowl. Ele apareceu para cantar seu sucesso com Cardi B, “I Like It”, quando Jennifer Lopez e Shakira foram as headliners em 2020. Ainda assim, seu show de intervalo esteve entre os mais aguardados de todos os tempos: foi tão controverso quanto histórico, provocando um fervor nos círculos MAGA. Direitistas questionaram a escolha do headliner da NFL, com muitos classificando-a como “antiamericana”, apesar do fato de que Bad Bunny é de Porto Rico e, portanto, cidadão americano. A organização Turning Point USA chegou ao ponto de realizar um “intervalo alternativo”, que contou com Kid Rock. O presidente Trump disse que não sabia quem era Bad Bunny e que a escolha foi “ridícula”.
Bad Bunny, no entanto, permaneceu bastante quieto em meio à reação negativa. Durante uma coletiva de imprensa há alguns dias, ele explicou que sua principal prioridade era destacar a cultura porto-riquenha. “Eu quero trazer para o palco, é claro, muito da minha cultura, mas não quero dar spoilers”, disse ele. Ele continuou enfatizando o aspecto festivo da performance: “Vai ser divertido e vai ser uma festa… As pessoas só precisam se preocupar em dançar… Eu acho que não há dança melhor do que aquela que vem do coração”.