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Notícias / Esportes

04/05/2026 | 08:38

Eduardo Barros fala em empate amargo, detalha ciclos no Cuiabá e confirma lesões no elenco

Técnico aponta frustração com resultado diante do Criciúma, explica momento do trabalho e cobra evolução em jogos na Arena Pantanal

Redação GE

Após o empate em 1 a 1 com o Criciúma, no sábado, na Arena Pantanal, pela sétima rodada da Série B, o técnico Eduardo Barros concedeu entrevista com análise profunda do momento do Cuiabá. O treinador classificou o resultado como “amargo”, reconheceu a insatisfação do torcedor, detalhou os ciclos do trabalho à frente da equipe e confirmou uma série de desfalques por lesão.

Com o resultado, o Cuiabá chegou aos oito pontos — uma vitória, cinco empates e uma derrota — e ocupa a 14ª posição, deixando momentaneamente a zona de rebaixamento. Já o Criciúma soma 11 pontos e aparece entre os primeiros colocados.

Empate com gosto amargo
Eduardo Barros destacou o sentimento de frustração pelo gol sofrido nos minutos finais, após uma atuação que, segundo ele, teve controle em boa parte do jogo.

— A responsabilidade é coletiva. Jogadores, comissão e direção têm suas funções. A gente entende a insatisfação do torcedor. É um sentimento amargo, porque temos quatro jogos de invencibilidade, mas pontuamos menos do que imaginávamos, principalmente em casa.

— Fizemos um primeiro tempo muito bom, neutralizando o Criciúma e criando as melhores chances. No segundo tempo, não conseguimos repetir o nível. Precisamos avaliar o que deixamos de fazer para manter a performance.

— Não dá para tomar gol aos 48 minutos. Era um jogo que precisava ser controlado. Faltou esfriar a partida, evitar a bola parada. Perdemos dois pontos importantes.
O treinador também fez questão de reconhecer o mérito do adversário, mas reforçou que o Cuiabá teve condições de sustentar o resultado.

— Não fomos pressionados a ponto de parecer inevitável o gol. O jogo estava controlado, e acabamos cedendo uma bola parada que aumentou o risco. É frustrante.

Barros admitiu que o time está em dívida com o torcedor, principalmente pelos resultados como mandante.

— Estamos em falta com o torcedor. Em casa, somamos três pontos em quatro jogos. Fora, temos cinco pontos em três partidas. É frustrante, porque muitos desses jogos estavam sob nosso controle.

— O torcedor é o 12º jogador. Quando apoiou, a equipe respondeu. Mas também é natural a frustração. O sentimento de tristeza e raiva é legítimo.

Explicação sobre ciclos do trabalho
Questionado sobre seu momento no clube, Eduardo Barros dividiu sua trajetória recente em ciclos e contextualizou o estágio atual do Cuiabá.

— Eu vejo três ciclos nesse período. No ano passado, tivemos uma sequência de nove jogos de invencibilidade, sofremos com lesões e brigamos pelo acesso até a reta final.

— Depois, houve uma remontagem de elenco, com uma equipe mais jovem no estadual, em um cenário de menor custo e de avaliação de atletas.

— Agora, estamos no terceiro ciclo, com a Série B. É um time que ainda está se consolidando. Esse grupo fez sete jogos juntos.

Mesmo com críticas ao momento, o treinador apontou aspectos positivos.

— Se olhar o copo meio cheio, são quatro jogos sem perder. Com uma vitória a mais, estaríamos com oito pontos em 12 nesse recorte, o que nos colocaria próximos do G-6.

Lesões impactam formação da equipe
Barros confirmou problemas importantes no elenco, que influenciaram diretamente a escalação contra o Criciúma.

— Perdemos quatro jogadores de uma rodada para outra. Hernandes teve lesão muscular, Vitor Mendes está com um traço de fratura na fíbula, o Otávio teve lesão no joelho e o Lorenzo também se machucou. São atletas que dariam peso à equipe. Isso impacta diretamente nas opções e no desempenho.

Além disso, o lateral Eric e o atacante Eliel deixaram o campo com problemas físicos no segundo tempo, diante do Criciúma. Sobre o zagueiro Alan Empereur, o treinador atualizou o quadro.

— Ele já iniciou a transição e, a partir de segunda-feira, começa a treinar com o grupo, ainda de forma parcial.

Estratégia tática e variações
O técnico também comentou a escolha por um sistema com laterais mais flexíveis, alternando funções ao longo da partida.

— É uma possibilidade que já utilizei antes. A ideia é sempre colocar os 11 melhores para aquele jogo, considerando adversário, momento e sequência.

— O Eric mais recuado e o Marlon com liberdade funcionaram bem no primeiro tempo. A sequência vai dizer se mantemos ou ajustamos.

Próximo compromisso
O Cuiabá volta a campo no próximo sábado, em Minas Gerais, contra o Athletic, pela décima rodada da Série B.
 
 
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