27/05/2026 | 08:54
PM é preso suspeito de comandar esquema de roubo de drogas para facção em MT
Esquema consistia em identificar depósitos de drogas pertencentes a uma facção criminosa na região de fronteira. Depois, integrantes de outro grupo criminoso roubavam os entorpecentes e redistribuíam
Redação G1 MT
Ordens judiciais da Operação Tu Quoque sendo cumpridas em MT
Foto: Reprodução/PJC
Um policial militar apontado como um dos chefes de um esquema de roubo e tráfico de drogas foi preso durante a Operação Tu Quoque, deflagrada nesta quarta-feira (27). A identidade dele não foi divulgada.
A ação investiga um esquema em que drogas armazenadas por uma facção criminosa em pontos da região de fronteira, em Pontes e Lacerda, eram roubadas e redistribuídas em Várzea Grande por integrantes de outro grupo criminoso.
Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava dividido em dois núcleos. O primeiro era responsável por identificar e monitorar possíveis depósitos de drogas. Já o segundo saía de Cuiabá em direção a Pontes e Lacerda para executar os roubos, transportar os entorpecentes e distribuí-los.
Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria-Geral acompanha o cumprimento de mandados de busca e apreensão e prisão preventiva contra o militar.
De acordo com a polícia, o policial militar era responsável por liderar a ação de roubo das drogas. Ele também fazia a separação da carga para outra equipe do grupo criminoso, encarregada da distribuição.
A descoberta do esquema ocorreu após a prisão de um dos envolvidos. Na ocasião, outros integrantes do grupo conseguiram escapar, mas, com o avanço das investigações, foram identificados.
Além dos crimes de roubo e tráfico de drogas, as investigações identificaram o envolvimento do grupo em um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico, por meio de diversas transações bancárias envolvendo familiares, casas de apostas e empresas de fachada.
Na operação, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão e 11 de busca e apreensão domiciliar. Também são cumpridas medidas de restrição de veículos e bloqueios de contas bancárias dos investigados, no valor de até R$ 2,5 milhões.