02/09/2026 | 13:11
Ex-prefeito de Flora Rica é preso para cumprir pena de 17 anos por crimes contra a administração municipal
Homem de 65 anos foi preso nesta terça-feira (1º) por uma equipe da Polícia Civil de Adamantina (SP). Condenação é resultado da Operação 'A Grande Família', realizada em 2022.
Vinícius Pacheco
Foto: Reprodução
O ex-prefeito de Flora Rica (SP) Gilberto Sanches foi preso nesta terça-feira (1º) para cumprir uma pena de 17 anos de prisão por crimes contra a administração municipal.
A prisão foi realizada por uma equipe de capturas da Delegacia Seccional de Polícia de Adamantina (SP), durante o cumprimento de um mandado expedido pelo Poder Judiciário, após a condenação se tornar definitiva.
Segundo a Polícia Civil, o condenado foi condenado por crimes de responsabilidade e organização criminosa envolvendo a Prefeitura de Flora Rica.
A condenação é resultado de uma investigação conjunta da Polícia Civil com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), denominada "Operação A Grande Família".
O ex-prefeito não ofereceu resistência e foi levado pelos policiais civis à Cadeia Pública de Adamantina, onde ficou à disposição da Justiça.
Tentamos contato com a defesa de Gilberto Sanches, mas até a última atualização desta reportagem, não obteve retorno.
Operação
A Operação "A Grande Família" foi deflagrada em abril de 2022 pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), em conjunto com a Polícia Civil, o Tribunal de Contas e a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.
Na ocasião, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em residências de servidores públicos municipais e em empresas que mantinham contratos administrativos com a Prefeitura de Flora Rica. As ações ocorreram nos municípios de Flora Rica, Irapuru (SP) e Dracena (SP).
Também foram determinados os afastamentos cautelares do prefeito, da vice-prefeita e de servidores públicos municipais.
Segundo o Ministério Público, a investigação apurava, à época, suspeitas de fraudes em licitações e desvios de verbas públicas em prejuízo dos cofres municipais.
De acordo com a Polícia Civil, a condenação que resultou na prisão desta terça-feira transitou em julgado, ou seja, é definitiva e não cabe mais recurso.