Mato Grosso concentra cinco dos dez municípios com os maiores valores da produção agrícola do Brasil. O Estado ocupa a primeira, terceira, quarta, sexta e nona posições no ranking nacional de 2025, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Sapezal aparece no topo da lista, com R$ 8,6 bilhões movimentados pela agricultura. O município registrou crescimento de 46,6% em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pelo algodão, pela soja e pelo milho.
Sorriso ficou na terceira colocação. Campo Novo do Parecis ocupa o quarto lugar. Diamantino aparece em sexto, enquanto Nova Mutum completa a presença mato-grossense na nona posição.
Juntos, os dez municípios que lideram o ranking nacional movimentaram R$ 65,9 bilhões em 2025, o equivalente a 7,1% de todo o valor da produção agrícola brasileira. Todos apresentaram crescimento em relação ao ano anterior.
Sapezal assume liderança
A liderança de Sapezal foi sustentada especialmente pelo algodão, responsável por aproximadamente R$ 5,1 bilhões. A soja gerou R$ 2,8 bilhões, após crescimento de 51,4%, enquanto o milho movimentou R$ 656,9 milhões, avanço de 58,1%.
O resultado colocou o município à frente de Sorriso, que havia liderado o ranking no ano anterior. A mudança de posição, contudo, também está relacionada à criação de Boa Esperança do Norte, município formado por áreas anteriormente pertencentes a Sorriso e Nova Ubiratã.
Estado lidera produção agrícola
A forte presença dos municípios no ranking acompanha o desempenho estadual. Mato Grosso permaneceu na primeira posição nacional em valor da produção agrícola, com R$ 165,6 bilhões movimentados em 2025.''
O resultado representa crescimento de 37,1% em comparação com 2024. O Estado respondeu sozinho por 17,9% do valor da produção agrícola brasileira.
A soja continuou como o principal produto agrícola mato-grossense, com R$ 90,3 bilhões. O algodão herbáceo alcançou o terceiro recorde consecutivo, com produção de 7,16 milhões de toneladas, enquanto o milho de segunda safra chegou à marca histórica de 53,9 milhões de toneladas.