06/10/2026 | 16:20
Tatu-galinha é resgatado e solto em área de mata no interior de SP
Ação, que ocorreu nesta segunda-feira (5), em Indiana (SP), teve como objetivo garantir o retorno do animal à natureza com segurança.
Enzo Mingroni
Foto: Defesa Civil
Um tatu-galinha foi resgatado e solto em uma área de mata adequada ao seu habitat, em Indiana (SP), na tarde desta segunda-feira (5).
O tatu-galinha (Dasypus novemcinctus) é um mamífero conhecido pela carapaça que protege o corpo e é encontrado em diferentes regiões das Américas, incluindo praticamente todo o Brasil. A espécie vive principalmente em áreas de cerrado, caatinga e florestas e se alimenta de pequenos insetos, ovos, carniça e também vegetais. Com cabeça alongada, olhos pequenos, orelhas grandes e cauda comprida, o animal pode medir entre 60 e 100 centímetros e pesar de 3 a 10 kg.
De acordo com a Defesa Civil, a equipe foi acionada por um morador para atender uma ocorrência envolvendo um animal silvestre, por volta das 14h.
Ao chegar ao local, os agentes identificaram que se tratava de um tatu-galinha. O animal foi capturado com os cuidados necessários para evitar riscos tanto para a equipe quanto para o próprio tatu. Depois do resgate, ele foi levado para uma área de mata da cidade e solto.
Também conforme a Defesa Civil, a ação teve como objetivo garantir o retorno do animal à natureza em um ambiente adequado.
De acordo com o biólogo André Gonçalves Vieira, de Presidente Prudente (SP), o tatu-galinha é um animal importante para a natureza e bem comum no Oeste Paulista.
"Ele pode ser encontrado em matas, pastagens, plantações e áreas rurais, inclusive em ambientes modificados pela ação humana. Alimenta-se principalmente de insetos, formigas, cupins, larvas e pequenos invertebrados. Ecologicamente, o animal é importante porque ajuda no controle de insetos e, ao cavar, contribui para a movimentação e aeração do solo", explica.
Ainda de acordo com o biólogo, também existe uma relação do animal com a saúde pública, pois "a caça e o consumo de animais silvestres podem favorecer a exposição das pessoas a parasitas e microrganismos causadores de doenças".
Por isso, segundo o biólogo, preservar o tatu-galinha significa contribuir tanto para o equilíbrio ambiental quanto para a proteção da saúde da população.
Orientação
Em casos animais silvestres encontrados por moradores, as orientações são:
Não matar, maltratar ou tentar capturar o animal sem orientação especializada;
Evitar cercar ou provocar situações que possam causar estresse ao animal;
Acionar os órgãos competentes para que o animal seja avaliado e, quando necessário, capturado e encaminhado com segurança para um local adequado.