04/06/2019 | 07:55 - Atualizada em 04/06/2019 | 08:17
“Pet nenhum é brinquedo”, Ong lamenta casos de devolução de cães e gatos adotados
Geiseane Lemes – Redação TVmaisnews
Foto: Arquivo Pessoal/Ingrid
Maltratar animais, quer sejam eles, domésticos ou selvagens, caracteriza-se crime ecológico, conforme art.32 da Lei 9.605, de 13.02.98, com detenção de três meses a um ano e multa. A Pena é aumentada a um sexto se ocorrer a morte do animal.
Para alcançar animais abandonados e sem o tratamento adequado, o Projeto LUNNAR – Luta e União de Amigos para Animais em Riscos, conta um grupo de voluntários que resgata esses animais para trata-los e coloca-los à disposição de um lar.
Conforme uma das diretoras do Projeto, Ingrid Oliveira, são realizados diversos eventos com a intenção de aproximar a população de gatos e cachorros que estão prontos para adoção. As divulgações também são feitas pelas redes sociais do projeto.
“Todos os dias deparamos com animais que são envenenados, espancados, maus tratados e abandonados. No final de dezembro do ano passado abandonaram dois Rottweilers na UFMT. Além deles de deixarem esses animais em situação de risco podendo ser atacados por outros animais maiores, eles poderiam entrar no zoológico e colocarem as pessoas em risco assim como os gatos”.

Devolução
Ingrid alerta sobre a responsabilidade de adotar um animal, porque eles não são brinquedos. “Não dá para você comprar ou adotar um pet, levar para casa e depois de uns dias dizer que cansou, não quero mais e descarta-lo. Às vezes as pessoas nem procuram nós para devolver o animal, entregam em outro lugar".
Ela ainda orienta que os donos precisam ter a consciência de que, se não querem mais outros animais, tem que castrar. “Gato é ainda pior, porque a população felina cresce com muita facilidade. A gata entra no cio a cada três meses e a cria é de quatro a seis filhotes”.
Ter um bicho é ter a responsabilidade de saber que terá custos. Os cuidados e atenção são fundamentais, é um integrante da família. “O animal traz uma alegria sem explicação, mas, vai demandar um cuidado como qualquer outro ser vivo”. Explica.
Os relatos de animais devolvidos são muitos, Ingrid relembra de uma pessoa que adotou um animal durante um evento e depois de um tempo ligou para o pessoal da Ong e disse simplesmente “toma, não quero mais”. “Ela pediu para mandar alguém ir buscar o animail e ainda ameaçou de que, se alguém não fosse, iria soltar o bicho na rua”. Conclui dizendo que já teve caso de um cachorro que ficou “pulando” de um lar temporário para o outro.
“Hoje estima que existe uma população felina de oitocentos gatos, mas, conseguimos auxiliar mais ou menos uns duzentos que ficam dentro da nossa rota. Através de parcerias estamos conseguindo sustentar o projeto. Disse Ingrid.
Lar Temporário
Os voluntários trabalham com lar temporário onde pegam os animais, tratam, castram até terem condições de serem adotados.
“Se formos ter uma sede própria iremos cair na mesma dificultas que outras Ongs passam. As pessoas só deixam os animais e vão embora. Se você ficar em frente a uma dessas Ongs a noite vai ver vários casos, é gente jogando o animal pela janela. Não tem responsabilidade nenhuma”. Argumenta.
Denúncia: Quem presencia o ato de violência contra animais deve denunciar. É importante haver testemunha, fotos e tudo que puder comprovar o alegado. Não tenha medo. Denunciar é um ato de cidadania. Ameaça de envenenamentos, bem como envenenamentos de animais, também podem e devem ser denunciados.
PROJETO LUNNAR: O projeto foi fundado em 2017 por estudantes da UFMT que queriam ajudar os animais que eram abandonados na Universidade e se mantém de doações.
Com a vulnerabilidade dos animais, fizeram um manifesto em 2018 após vários gatos serem mortos por envenenamento. Os animais socorridos pelo Lunnar são encaminhados as clínicas veterinárias e recebem consultas, exames e internações para tratamento de doenças e castrações, o que gera custos ao projeto que sobrevive de doações.
Conheça os trabalhos desenvolvidos de arrecadação de frascos de desodorantes, arrecadação de rações e como ser um voluntário. Facebook
Evento realizado no parque arrecadou rações para os animais/ Foto: Facebook Projeto Lunnar