Os motoristas de Cuiabá e Várzea Grande vão reduzir pela metade a circulação de ônibus nesta sexta (14). O motivo é a adesão à chamada "Greve Geral", programada para ser realizada em todo o país, contra a Reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). A previsão é de que a frota fique reduzida dure o dia todo.
Nesta segunda (10), os motoristas já pararam parte da manhã e da tarde por atraso no pagamento dos salários. Eles voltaram a circular após as empresas prometerem a remuneração para esta quarta (12). Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários da Baixada Cuiabana (Sintrobac), Ledevino da Conceição, elas já fizeram o depósito nas contas dos trabalhadores.
A decisão de aderir a paralisação foi tomada em assembleia realizada na última sexta (7). Segundo Ledevino, as mudanças na Previdência vão dificultar o acesso do trabalhador a aposentadoria. “Estamos participando da organização e buscando mobilizar o maior número possível de trabalhadores para esse dia de protesto contra a retirada de nossos direitos, principalmente contra as ameaças contidas no projeto de reforma da Previdência, que do jeito que está irá dificultar em muito o acesso à aposentadoria, direito sagrado do trabalhador brasileiro".
O Sindicato dos Investigadores de Polícia e o Sindicato dos Escrivães vão decidir se apoiam o movimento na tarde de sexta - próximo ao mesmo horário em que ocorre o protesto na Capital. Eles convocoram seus profissionais para assembleia extraordinária às 13h. Um dos assuntos é a Reforma da Previdência.
Além do transporte, categorias da educação, movimentos estudantis, do funcionalismo público, do setor financeiro e setores da sociedade civil aderirão ao ato. O movimento é organizado pelas principais centrais sindicais do país. Em Cuiabá, as ações se concentrarão na praça Ipiranga, a partir das 14h.