Aulas de robótica, tecnologia e inovação fizeram parte do dia a dia escolar dos alunos da Escola Municipal 4 de Julho, de Campo Novo do Parecis. Desde o início do ano eles participam de um projeto educacional e agora vão integrar um grupo de 52 estudantes de escolas públicas de Mato Grosso que vão estar no Festival de Robótica, que será realizado nesta sexta e sábado (02 e 03), no Sesi Park.
As aulas foram coordenadas na escola pelo professor de matemática Eduardo Tadeu Castro, entre os meses de janeiro e julho. Segundo ele, a tecnologia virou uma ferramenta poderosa no combate à evasão escolar e ao trabalho infantil e no estímulo à aprendizagem.
Além disso, resultou em mudanças significativas na atitude dos estudantes, dentro e fora da sala de aula. “As melhores notas são dos alunos do projeto. Eles melhoraram a comunicação, a atitude, a assiduidade e começaram a se relacionar melhor com os outros colegas”, pontuou.
A ideia do professor é expandir a iniciativa para mais estudantes, inclusive de outras escolas.
Festival
52 alunos de cinco escolas públicas localizadas nos municípios de Juína, Colíder, Confresa, Alta Floresta e Campo Novo do Parecis que se destacaram no projeto e no boletim escolar foram selecionados para o Festival que ocorre em Cuiabá. Essas instituições de ensino participam de um projeto de robótica desenvolvido desde 2018, iniciativa da Justiça do Trabalho em Mato Grosso em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Serviço Social da Indústria (Sesi).
Os recursos são oriundos de uma Ação Civil Pública movida pelo MPT na Vara do Trabalho de Campo Novo do Parecis e foram utilizados na compra de um kit para dar vida ao projeto de robótica, com computadores e peças da tecnologia Lego Mindstorm. Os itens foram usados para construção e programação de robôs, num contexto que aliou a introdução ao mundo da ciência e tecnologia com diversão e estímulo ao raciocínio.
A presidente do TRT de Mato Grosso, desembargadora Eliney Veloso, destaca que o festival vem ao encontro das ações afirmativas realizadas pelo Tribunal. “Sou uma entusiasta do projeto porque acredito que é uma forma de combater o trabalho infantil ao contribuir com a permanência de crianças e adolescentes na escola por torná-la mais atrativa. Além disso, ainda promove o fomento à pesquisa”, disse.
A diretora superintendente do Sesi MT, Lélia Brun, diz estar muito satisfeita com os resultados alcançados até agora. “A robótica já é um projeto de sucesso no Sesi Escola pela capacidade de oferecer protagonismo aos jovens, por meio do desenvolvimento de diversas competências. Nas escolas públicas onde a carência por tecnologia e inovação ainda é grande, sentimos honrados em permitir o acesso desses jovens à tecnologias modernas e atualizadas. Temos certeza que fará toda diferença nas escolhas futuras de cada um deles”, destacou. (Com assessoria)