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02/08/2019 | 11:14 - Atualizada em 02/08/2019 | 11:36

Mães contam experiência com a amamentação e incentivam a Campanha Mundial do Aleitamento Materno

Geiseane Lemes - Redação TVmaisnews

Mães contam experiência com a amamentação e incentivam a Campanha Mundial do Aleitamento Materno

Gihanna e Nícolas

Foto: Arquivo pessoal

A amamentação é de extrema importância para a saúde do bebê, pois é no leite materno que ele encontra todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento. Assim, o bebê terá menos chances de desenvolver inúmeras doenças, como asma, alergias alimentares, rinite, bronquite, entre tantas outras.

Até o dia 15 de agosto acontece a Semana Mundial de Aleitamento Materno, realizada pelo Ministério da Saúde com apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria. A campanha traz como mensagem central a relevância do apoio e do incentivo à família que está amamentando e mostra a importância deste momento para o bebê. Também reforça a necessidade do aleitamento materno até os dois anos ou mais, sendo de forma exclusiva até os 6 meses de vida do bebê.

A amamentação foi a coisa mais importante da minha vida. Desde que eu engravidei, meu maior sonho era amamentar. Eu tinha muito medo por conta de que a minha mãe nunca teve leite, então eu e meu irmão nunca mamamos no peito”.

Esse é o relato da Gihanna (35), mãe do Nícolas de 03 anos de idade. Para a chegada do primeiro filho, ela disse que fez até um curso de gestante onde um dos temas foi a amamentação.


Se preparou psicologicamente para que isso fosse possível. Lembra que muitas pessoas falavam o que tinha que fazer durante a gestação para ter leite e passou por um processo e deu tudo certo. “Eu indico o curso principalmente para quem é mãe de primeira viagem. Graças a Deus nunca tive problemas com a amamentação, tive parto normal e logo meu leite desceu”.

A recomendação mundial é de que o aleitamento deve ser exclusivo até os 6 meses e complementado com adição de alimentos variados até os 2 anos ou mais. 

O Nícolas mamou até dois anos e sete meses. Mas a meta da Gihanna era amamentar até os seis meses. “Eu consegui amamentar ele só com leite materno até um ano e dois meses e nesse período ele já comia. Quando voltei de licença maternidade eu tirava o leite e no horário do almoço eu ia em casa dar de mamar”.

Depois desse período ele passou a mamar apenas para dormir. Quando estava com dois anos e quatro meses ela retirou a mamada noturna porque as vezes ele acordava de duas a três vezes na madrugada. “Comecei a fazer o desmame gentil, aprendi com um livro que li e confesso que foi a parte mais difícil da amamentação para mim, o desmame noturno. Foram cerca de três meses nesse processo. Foi estressante porque ele chorava, tinha dias que ele aceitava e tinha dias que não. Foram dias intensos”.

A campanha traz o slogan “Amamentação. Incentive a família, alimente a vida”, que reforça o tema anual da Semana Mundial de Amamentação da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA): “Capacite os pais, permita a amamentação” (tradução livre).

Para a Gihanna, a experiência de amamentar foi a melhor parte de sua vida. Acrescida que essa campanha deve acontecer para conscientizar os pais de como é importante esse período para o bebê. “Eu amei a experiência de amamentar, eu não tive sofrimento nenhum, mas eu me preparei muito.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Unicef, cerca de seis milhões de crianças são salvas a cada ano com o aumento das taxas de amamentação exclusiva até o 6º mês de vida.

Seila com o marido e os 4 filhosEngravidei aos 19 anos, graças a Deus já tinha passado no vestibular. Aos 20 anos Maluzinha (Maria Luíza) nasceu, minha primeira filha que hoje está com 15 anos. Ela mamou até os 2 anos de idade, desmamei porque achava que estava na hora”. Disse Seila, mãe de quatro filhos.

Em 2012 nasceu Maria Eduarda (07), a segunda filha, ela mamou até 1 ano e 3 meses e desmamou porque estava mordendo e também descobriu que estava grávida da terceira filha, Maria Clara (06). “As pessoas falavam que eu não podia amamentar estando gravida. Maria Clara mamou até completar 1 ano e 9 meses e desmamei porque eu já estava cansada de amamentar”.
                                           
Em 2016 nasceu João Gustavo (03) e amamentou ele até os seus dois anos de idade. Seila diz que é a favor da amamentação e ainda conta que o pediatra chegou a passar fórmula para desmamar, mas ela não quis. “Eu falei não, eu quero amamentar”.

Dia 1º de agosto é comemorado o Dia Mundial da Amamentação. A data foi criada no ano de 1992, pela Aliança Mundial de Ação pró-amamentação (World Alliance for Breastfeeding Action - WABA) com o intuito de conscientizar as mulheres sobre a importância do aleitamento materno.

A iniciativa enfatiza a importância do envolvimento de todos os familiares próximos, não apenas da mãe, para garantir que seja possível o aleitamento materno.

O alimento também auxilia no desenvolvimento neurológico, no fortalecimento do sistema imunológico e reforça o vínculo afetivo entre mãe e filho. Afinal, amamentar é um ato de amor sem limites
 
 
 
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