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25/09/2020 | 08:45

Ministro diz que Brasil viverá em outubro uma nova forma de tocar a vida

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quinta-feira (24) que as curvas de contágio e mortes em decorrência do novo coronavírus tendem ao "final" no máximo no começo de outubro e que então viveremos uma "nova forma de tocar a vida".

Pazuello também voltou a afirmar que "todas as opções estão abertas", em relação à vacina para a Covid-19 –um dia após novos resultados promissores da vacina Sinovac.

O ministro afirmou que sua pasta trabalha no contrato com a vacina AztraZeneca –parceria da Fio Cruz com a Universidade de Oxford–, mas que acompanha o desenvolvimento das demais imunicações.

Também nesta quarta, o governo liberou R$ 2,5 bilhões para que o Brasil ingresse na Covax Facility, aliança internacional por vacinas contra a Covid-19.

As declarações de Pazuello foram feitas durante reunião com secretários de Saúde de estados e municípios. O ministro comentou a apresentação de secretários da pasta a respeito da evolução epidemiológica da doença no país.

As curvas tendem ao final ainda no final de setembro, começo de outubro, em praticamente todos os estados

"As curvas tendem ao final ainda no final de setembro, começo de outubro, em praticamente todos os estados do país. E nós teremos a partir daí uma nova forma de tocar a vida", disse o ministro, que foi efetivado no cargo no dia 14 deste mês, após três meses como interino.


"E essa nova forma é retomar nossas atividades de forma inteligente, com os cuidados necessários, com as medidas preventivas, as medidas de afastamento social, que a gente observa em praticamente todos os lugares", completou.

O ministro não explicou se haverá diretrizes futuras da sua pasta ou de outras esferas do governo federal sobre a retomada das atividades.

Pazuello, no entanto, afirmou que o ministério vai lançar uma nova campanha no início de outubro para incentivar o tratamento precoce da Covid-19.

"Até hoje você encontra cartazes dizendo 'está com Covid, fique em casa até ter falta de ar'. Isso está em cartazes hoje em Brasília, na parede de estabelecimentos", disse o ministro.

O ministro citou como prova da diferença de métodos o impacto discrepante da pandemia em diferentes partes do país. Nas regiões Norte e Nordeste, argumenta, os altos números de morte estiveram ligados à recomendação para evitar buscar postos de saúde em casos suspeitos e leves da Covid-19.

"O risco de morte triplica. É só ver o número de mortes que estamos falando: Manaus, Belém, Fortaleza, Nós estamos com mais de 110 mortos por 100 mil habitantes, onde foi o maior impacto. No sul do país hoje e no centro-oeste, a taxa é de 30", afirmou, ressaltando que as recomendações mudaram, a partir de pesquisas e discussões, com sua chegada ao ministério.

Pazuello, no entanto, não proferiu críticas aos seus antecessores. Apenas afirmou que a recomendação inicial para permanecer em casa nos estágios iniciais da doença eram decorrência do "conhecimento que se tinha à época".

O ministro, por outro lado, atacou pessoas que não teriam conhecimento do trabalho e da abrangência do SUS (Sistema Único de Saúde) e mesmo assim criticam o trabalho dos profissionais e autoridades envolvidos no combate à pandemia.

"A posição é clara: sim, estamos dando a melhor resposta que poderíamos dar. Usamos para isso a ferramenta SUS, que nós herdamos, ela realmente nos deu força para chegar e fazer as coisas na ponta da linha", disse.


Fonte: Midia News
 
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