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04/10/2017 | 10:59 - Atualizada: 04/10/2017 | 11:17

​Maggi e Silval teriam recebido doação de 'caixa 2' da Marfrig

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), teria recebido dinheiro de “caixa 2” nas eleições de 2010, do Grupo Marfrig. A empresa teria doado R$ 5 milhões para as campanhas de Maggi e do ex-governador Silval Barbosa (PMDB).

A informação consta na delação de Silval, que apontou que o grupo teria aceitado o esquema em troca de benefícios fiscais e redução de impostos, por meio do programa Prodeic.

“O colaborador se recorda de ter conversado com o representante da empresa MARFRIG no ano de 2010 ou 2011, sendo que nessa conversa foi pedido para tal empresa ajuda nas despesas de dívida de governo que o colaborador herdou do governo anterior, sendo que as tratativas desse retorno eram feitas com o Presidente da Empresa chamado MARCOS MOLINA, tendo MARCOS MOLINA pedido em troca incentivos fiscais para a empresa MARFRIG, que foi dado via PRODEIC”.

Conforme Silval, todo o esquema foi executado pelo ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, que também teve a delação homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, em julho. O ministro determinou na semana passada que a delação do ex-secretário seja juntada à de Silval, uma vez que se complementam.

Nadaf, por sua vez, apontou que o senador Cidinho Santos (PR) também teria participado das negociações, uma vez que é suplente de Maggi. Parte do dinheiro repassado a Silval foi feito em contrato do Estado com a construtora Trimec, que simulou terceirizar o serviço com a empresa Pampeado, pertencente ao Grupo Marfrig.

No entanto, tanto o ex-secretário, quanto Silval declararam que a empresa não fez todo o repasse.

“Toda a operacionalização foi realizada por PEDRO NADAF, ex-secretário da Casa Civil, a pedido do colaborador, sabendo que a empresa acertaria cerca de R$ 4 a R$ 5 milhões de reais, não sabendo detalhes do pagamento, pois foi feito por NADAF. A empresa ficou devendo o retorno de R$ 1.500.000,00, sendo que essa parte que ficou sem acertar ficaria com PEDRO NADAF”, revelou Silval.

“O Grupo Marfrig iria receber de volta muito mais do que os R$ 5 milhões que estava doando para as campanhas políticas, através dos incentivos fiscais que Silval Barbosa barganhou por tal apoio financeiro. O auxílio para campanha do governador também como dinheiro de propina, foi ressarcido à empresa através dos incentivos fiscais, deixando assim o Estado de receber milhões de tributos do Grupo Marfrig”, afirmou o ex-secretário da Casa Civil. 
 
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