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12/02/2021 | 09:10

“Vieram com fórmula pronta, mas Prefeitura quer e vai dar opinião”

O diretor da Limpurb, Vanderlúcio Rodrigues, um dos principais aliados do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), afirmou que o Município não irá abrir mão da participação na discussão sobre qual modal deverá ser implantado na Capital: Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou ônibus de trânsito rápido (BRT).

Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, Vanderlúcio defendeu a postura de Emanuel de exigir ser ouvido pelo Governo do Estado.

Ele lembrou que, no início da sua primeira gestão, Emanuel baixou um decreto que diz que todas as obras ou intervenções feitas em Cuiabá devem ter autorização e participação da Prefeitura.

O secretário ainda alfinetou o governador Mauro Mendes (DEM), que na época em que foi anunciado o VLT, era prefeito da Capital.

“Se o governador, que na época estava na Prefeitura, tivesse feito o que Emanuel fez agora, não teria acontecido o que aconteceu”, afirmou.

Vanderlúcio acusou a gestão de Mendes da época, ainda, de omissão e afirmou que o que Emanuel tenta evitar, agora, é que a história se repita, com intervenções em vários pontos da cidade e desconhecimento da obra, por parte do Executivo Municipal.

“Há 8 anos, quando apresentaram o projeto do VLT, todo o quadro técnico da Prefeitura aprovou, acompanhou e não se manifestou, se isentou da discussão, e agora vem com uma solução nova”, criticou.

“O que o prefeito quer é participar, até para não ser chamado de omisso, caso a obra do BRT não vá para a frente como aconteceu com o VLT”, completou.

Segundo o secretário, a única coisa mostrada até agora pelo Governo do Estado foi uma maquete.

“Veio com a fórmula pronta, sem ouvir a Prefeitura. A gestão quer participar, vai dar opinião, porque nós é que somos questionados pelos cidadãos. O que não pode é chegar alguém na Prefeitura perguntando se terá desapropriação na rua dele ou no seu imóvel e o prefeito não saber responder”, disse.

Troca de modal

Em dezembro passado, o governador anunciou o abandono do projeto do trem bilionário pela implantação do BRT, alegando, inclusive, inviabilidade econômica para concluir o VLT em Cuiabá e Várzea Grande.

Projetado para a Copa do Mundo de 2014, o VLT já consumiu mais de R$ 1 bilhão dos cofres públicos e a obra está parada há seis anos.

 

 FONTE: MIDIAS NEWS
 
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