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23/03/2021 | 09:08

Mesmo com morte de Olímpio, senadores de MT ainda não assinam CPI da Covid-19


Os  integrantes da bancada de Mato Grosso – Carlos Fávaro (PSD), Jayme Campos (DEM) e Wellington Fagundes (PL) - ainda em luto pela morte do senador Major Olimpio (PSL-SP), que é o terceiro da atual legislatura que tem a vida interrompida pela Covid-19, apoiaram duas medidas do Senado contra pandemia: A carta endereçada à vice-presidente dos Estados Unidos Kamala Harris pedindo aval para compra de parte do estoque de vacina do país e a Moção de Apelo à Comunidade Internacional solicitando ajuda para conter a propagação da doença.


No entanto, nenhum dos três assinou o requerimento para instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a conduta do Governo Federal na pandemia.

Apesar das providências já adotadas,  parlamentares intensificam a pressão para que o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), instaure a CPI. Um pedido com as assinaturas necessárias para a instalação do colegiado foi entregue a Pacheco no mês passado, mas o documento segue engavetado.

O óbito de mais um colega foi a gota d’água para parte dos congressistas, que esperam de Pacheco mais sensibilidade com o momento para, enfim, dar prosseguimento à comissão. Porém o parlamentar — que recebeu o apoio do Planalto para se eleger ao comando da Casa — resiste à criação do colegiado. Alega que o foco do Legislativo deve ser apresentar propostas para auxiliar no enfrentamento à crise sanitária.


No momento, o que Pacheco considera viável é a formulação de um gabinete de crise com integrantes dos Três Poderes para que as ações do Executivo de combate à Covid-19 sejam supervisionadas. Ele se comprometeu a conversar com o presidente Jair Bolsonaro sobre o assunto e, se possível, fazer uma primeira reunião nesta  semana.

Fávaro não assinou o requerimento e adota a posição de que responsabilização das ações ocorrerá, e já há procedimentos abertos por órgãos de controle: "A CPI é um instrumento importante, mas hoje não é a melhor opção. Precisamos ter uma posição firme, dura, atrás da solução e não fazer da pandemia um palanque político", pontuou.

Jayme, que não aparece na lista dos que subscreveram a CPI, e diz que não lembra se assinou: “Com sessões remotas, eu priorizei as votações. Acho o tema relevante, mas sinceramente nem lembro se assinei”, declarou.

 Para Wellington, o momento não é adequado para instalação da CPI da Covid: “Não é hora de achar solução para os problemas. Eventuais responsabilizações devem acontecer naturalmente ao final da luta contra a pandemia”, disse.
 




FONTE: RDNEWS
 
 
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