Governador rebate PEC aprovada na AL e diz que na Empaer tem motorista que ganha R$ 12 mil: "está certo?"
Foto: Mayke Toscano
O governador Mauro Mendes (DEM) demonstrou total desconforto diante da aprovação e promulgação na Assembleia Legislativa de Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que trata da regularização do vínculo empregatício de servidores contratados pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). O governador além de afirmar que vai recorrer judicialmente ainda cita que os parlamentares aprovaram projeto que tratam de irregularidade.
No evento de inauguração da nova sede do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), que agora passa a ter sede no Centro Político e Administrativo (CPA), Mendes disse que a política precisa ser feita com pessoas sérias e não para aprovar PEC do privilégio.
"Em Mato Grosso precisa ter mais seriedade na política, de gente séria. Senhores, às vezes momentaneamente, você gasta muita energia para desfazer lambança. Tem tanta coisa para gastar energia. Se achar que é o caminho, eu explico para a sociedade e digo que voltei atrás. Vamos judicializar sim. A PEC da Empaer é a PEC do privilégio, PEC da ilegalidade. Primeiro que está escrito na Constituição que eles [deputados] não podem fazer isso. Segundo: quanto ganha um auxiliar de serviços gerais ou motorista? R$ 1,2 mil, R$ 2 mil. Na Empaer eles ganham R$ 12 ou R$ 13 mil. Está certo isso? É isso que a Assembleia defende? Fazer algo ilegal para defender privilégio", disse o governador.
Mauro, mesmo sendo corrigido pelo deputado Wilson Santos (PSDB) que afirmou que ele foi induzido ao erro, disse que ele não demitiu ninguém, apenas cumpriu decisão judicial e por isso vai judicializar a pauta e entrar para tornar a PEC ilegal.
"Não fui eu que demiti esse povo, foi a Justiça. Houve erros lá trás. O governo só cumpriu decisão judicial. Já pensou não cumprir? Vou recorrer com certeza", concluiu o governador.