Justiça mantém prisão de suspeita de planejar morte do marido em Cuiabá
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O juiz da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Flávio Miraglia Fernandes, manteve a prisão da empresária Ana Cláudia de Souza Flor, assassina confessa do próprio ex-marido, Toni Flor, executado em Cuiabá no dia 11 de agosto de 2020. A decisão, tomada no fim da tarde desta segunda-feira (11), também pronunciou os demais réus do processo ao julgamento pelo conselho de sentença no tribunal do júri - Igor Espinosa, Sandro Lucio dos Anjos da Cruz Silva, Wellington Honoria Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva, além da própria Ana Cláudia Flor.
Toni Flor foi assassinado na manhã do dia 11 de agosto de 2020, logo após chegar a uma academia de musculação e condicionamento físico, em Cuiabá, sendo surpreendido por Igor Espinosa, autor dos disparos que tiraram sua vida, aos 37 anos. Ao longo de mais de um ano, sua esposa, Ana Claudia de Souza Oliveira Flor, realizou “campanhas” em redes sociais, além de “estrelar entrevistas” em programas de TV, onde fazia um “apelo” pelo esclarecimento do crime.
As investigações, porém, revelaram uma "história macabra”, em que a própria mulher, inconformada com a intenção do marido de se separar, acabou encomendando a morte do companheiro, com quem foi casada por 15 anos. O inquérito policial aponta que a intenção da ré era ficar com os bens do casal.
Ana Claudia de Souza Oliveira Flor teria conversado com sua manicure e amiga, Ediane Aparecida da Cruz Silva, que conseguiu o contato de Wellington Honoria Albino e Dieliton Mota da Silva. O grupo “terceirizou” o serviço para Igor Espinosa, autor dos disparos que mataram Toni Flor.
“O ofendido Toni da Silva Flor e a ora paciente Ana Claudia De Souza Oliveira Flor foram casados por cerca de 15 anos e na constância do casamento, foram concebidas 03 crianças, pelas quais sempre foram integralmente responsáveis. Contudo, há algum tempo o matrimônio vinha se deteriorando, notadamente em decorrência de supostos relacionamentos extraconjugais mantidos pela favorecida nessa ordem; circunstâncias que levaram Toni a manifestar seu interesse em se divorciar de Ana Claudia”, diz trecho dos autos.
Ainda de acordo com as investigações, a suspeita estava “inconformada com a anunciada separação e tomada pelo desejo de se apropriar de todos os bens do casal, passou a engendrar um meticuloso plano para ceifar a vida de seu esposo”. Durante um depoimento dado a justiça em fevereiro de 2022, a ré confessou que mandou matar o ex-marido, se dizendo "vítima" de agressões.