À PF, ex-secretário de MT fica calado em depoimento
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O ex-secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Nilton Borgato (PSD), permaneceu em silêncio ao prestar depoimento à Polícia Federal na tarde desta quinta-feira (2) no inquérito que o investiga pela suspeita de tráfico internacional de drogas, o que motivou sua prisão preventiva desde o dia 19 de abril em decorrência da “Operação Descobrimento”. Conforme apurado pelo FOLHAMAX, o delegado federal da Bahia, Adair Gregório, se deslocou até a PCE (Penitenciária Central do Estado) para ouvi-lo.
Porém, atendendo a uma estratégia de defesa, Borgato preferiu permanecer em silêncio para não se autoincriminar. Antes pré-candidato a deputado federal pelo PSD, Borgato foi abandonado pelos correligionários.
As investigações da Polícia Federal apontam sua associação com o lobista e advogado Rowles Magalhães Pereira da Silva para enviar cocaína do Brasil para Portugal a partir de um trajeto de voo que se iniciava em Salvador (BA). Pelas investigações, houve, no mínimo, cinco remessas superior a meia tonelada de cocaína.
Ainda foi descoberto que Borgato participou da venda ilegal de produtos relacionados a Covid-19, em parceria com Rowles Magalhães e sua namorada, a doleira Nelma Kodama, e uma terceira pessoa, Ricardo Agostinho.