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08/09/2022 | 05:57

Emanuel rebate Mendes e diz que não atacou família


O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), negou, durante entrevista nesta quarta-feira (7), que tenha feito ataques à esposa e ao filho do governador Mauro Mendes (União). O gestor municipal se justificou dizendo que as críticas foram feitas ao chefe do Executivo estadual e não aos seus familiares.

As declarações do prefeito foram feitas um dia depois de Mendes desafiar Emanuel a parar de falar de sua esposa, a primeira-dama, Virginia Mendes, e o seu filho, Luiz Taveira Mendes. O governador disse para o emedebista “esquecer” seus familiares e direcionar críticas a ele.

“Eu não ofendo esposa e filho de ninguém. Quem é useiro e vezeiro de repudiar em cima da reputação e da vida alheia é o governador Mauro Mendes. Eu não sei o porquê ele ficou nervoso. Eu não falei de familiares dele, eu falei dele. Eu falei que as empresas dele e dos sócios dele têm indícios fortíssimos de relação comercial, sociedade com empresas ligadas à Nova Engevix”, disse Emanuel durante entrevista à Rádio CBN, na quarta-feira (7).

O debate iniciou depois que Emanuel afirmou, na segunda-feira (5), que iria ingressar com uma ação judicial no Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para pedir a nulidade do contrato entre o governo do Estado e a empresa Nova Engevix, responsável pela implantação do Bus Rapid Transit (BRT), em Cuiabá e Várzea
Grande.
 
O motivo seria que há indícios de irregularidades no certame entre o Executivo e a empresa contratada para construção do modal na região metropolitana.

O contrato de licitação foi vencido pelo Consórcio Construtor BRT Cuiabá, que é encabeçado pela empresa Nova Engevix pelo valor de R$ 468 milhões. Já o Consórcio Mobilidade MT, que tinha a Paulitec Construções à frente, ofereceu à época 468,5 milhões. Diante disso, o primeiro grupo sagrou-se vencedor.

Emanuel denunciou que à época do certame realizado pela Secretaria de Infraestrutura os dois consórcios pertenciam ao mesmo grupo econômico e, inclusive, eram sócios no empreendimento chamado PN Príncipe.

“Não só existe o grupo econômico entre as empresas, o que não é permitido por lei. Todas as minhas denúncias estão baseadas na junta comercial de São Paulo. Não sou irresponsável e levianas”, garantiu Emanuel.

O prefeito ainda prometeu mais ação contra o contrato de licitação do BRT. Ele, no entanto, não entrou em detalhes e argumentou se tratar de uma estratégia jurídica.

“Já comecei ontem, porque aí cabe vários processos, representações no âmbito administrativo, cível e criminal. Nós estamos diante de um dos maiores escândalos da história de Mato Grosso. Se fosse Emanuel o governador, eu estaria depenado, crucificado de cabeça pra baixo lá na Praça Alencastro”.

“Já entramos. Estamos estudando outras alternativas, mas não quero falar para não atrapalhar a estratégia jurídica. Está na cara o tropeço deles, o desespero. A casa está caindo. Eles foram pegos de calça curta. Vamos esperar a justiça, e não vai demorar, porque o escândalo é grande”, finalizou.





Fonte: GAZETADIGITAL

 
 
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