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17/10/2022 | 11:15 - Atualizada: 17/10/2022 | 16:20

Delegado é a primeira testemunha ouvida no caso Toni Flor

Começou na manhã desta segunda-feira (17), no Tribunal do Júri, em Cuiabá, o julgamento de Ana Claudia Flor, acusada de mandar matar seu marido, o empresário Toni Flor, em agosto de 2020.

Serão ouvidas nove testemunhas, entre elas, cinco de acusação: Marcel Gomes de Oliveira; Leonice da Silva Flor; Viviane Aparecida Silva Flor; Aldina Márcia Alez Herter, Glauber Peres Faria. Já para defesa, serão ouvidas quatro testemunhas. São elas: José Luís Ribeiro Salvador; Ana Lúcia Souza Santos; Pamella Suelen Macedo Bezerra e Sérgio Tadashi.

O primeiro depoimento foi do delegado Marcel Gomes, que investigou o homicídio. Ele explicou como funcionou a investigação e como identificaram os autores. Marcel revelou que a primeira pessoa ouvida na delegacia foi Ana Claudia.

O delegado disse que apurou, por meio de conversas da vítima, que Toni desejava se separar de Ana Flor e já tinha conhecido outra pessoa. A partir daí a Polícia Civil passou a considerar crime passional. A PJC recebeu denúncia anônima e chegaram até Igor.

O MP questionou o delegado sobre a reação de Ana Claudia com a prisão de Igor. O responsável pela investigação disse que no dia da prisão, quando chegaram à delegacia com Igor, Ana estava na porta com a mãe de Toni. Gomes disse que a expressão era de total desespero.

Marcel Gomes ainda disse que Ana deu entrevista à imprensa se dizendo aliviada, porém, por meio das interceptações, ela conversava com a mãe de Toni e dizia que era necessário contratar alguém para matar Igor, para fazer “justiça”. O delegado também disse que a mãe da vítima disse, no dia que Toni foi preso, que teve uma sensação “de mãe” de que a suspeita de que a morte tinha uma mandante era real e Ana Claudia era a autora.

Marcel Gomes reforçou a declaração de Igor Espinosa, réu confesso por matar Toni Flor, de que ele temia por sua vida e que quando foi preso se sentiu aliviado. Gomes falou sobre a "trama" de Ana Cláudia para contratar um “pistoleiro” para tirar a vida de Igor dentro da delegacia, e que ela em nenhum momento confessou o crime.

O delegado ainda falou sobre a participação de Wellington Honório Albino, Dieliton Mota da Silva e Ediane Aparecida da Cruz Silva na morte do empresário; assim como o suposto suborno de R$ 4 mil pago por Ana Cláudia para um policial civil repassar informações sobre o andamento do inquérito, principalmente o teor do depoimento Igor Espinosa.
 
Entenda o caso
 
Toni Flor foi morto a tiros quando chegava para treinar pela manhã na academia, em Cuiabá. O primeiro preso, Igor Espinosa, deu detalhes de como executou a vítima, incluindo como fez a negociação com Ana Claudia. Ele estava sentado no meio-fio da academia, no bairro Santa Marta, quando abordou o empresário dizendo “perdeu”. Em seguida, disparou 5 vezes contra a vítima. Depois, fez uma vídeochamada com Ana Claudia e mais dois intermediadores. O acordo era de R$ 60 mil.

Enquanto o processo tramitava na 12ª Vara Criminal de Cuiabá, Ana Flor foi ouvida e confessou que mandou matar o marido. No entanto, afirmou que não deu o "aval" para o executor atirar contra a vítima. Ela alegou que sofreu diversas agressões durante os 15 anos de casamento e o estopim foi quando Toni teria pegado uma faca e avançado contra ela e a filha.
 
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