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01/11/2022 | 16:47

MT usará forças de segurança para liberar rodovias, mas tentará negociar, afirma Bustamante

Nesta terça-feira (01), o secretário de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso, Alexandre Bustamante, disse à imprensa, que a expectativa, no Estado, é utilizar o mínimo de forças possível para liberar as rodovias que estão bloqueadas por manifestantes que não aceitam o resultado das urnas em relação à eleição presidencial. Segundo ele, a ordem do governador foi para cumprir as decisões judiciais. Bustamante garantiu que vai negociar com os manifestantes.

Representantes do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPT), do Ministério Público Federal (MPF) e dos órgãos de segurança do Estado realizaram, nesta terça-feira (01), reunião para definição de estratégias para cumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina o desbloqueio das rodovias. O encontro ocorreu no Palácio Paiaguás.

“A desocupação passa por um planejamento, um diagnóstico para saber como está, depois vamos negociar com todo mundo, porque tem muita gente que vai sair das estradas com a negociação, porque tem pontos que são mais frágeis, tem pontos que são mais fortes”, explica.


Devem atuar nas ações de desobstrução todas as Forças de Segurança, como Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, juntamente com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Federal (PF).   O secretário também disse que a desocupação tomará o “tempo necessário”, com o uso “mínimo de forças”. Avaliando as ações das Forças de Segurança até o momento, já dois dias de manifestações, Bustamante disse que não houve omissão.  
 

Ele disse que o planejamento começa hoje, diferente das ações de outros estados onde as polícias já atuam na desobstrução, e acredita que é possível encerrar os trabalhos antes dos demais estados.  


“Acredito na força da negociação das Forças de Segurança para poder ter o apoio da sociedade nessa desocupação, porque senão vai começar a faltar produto para a própria sociedade. Temos cidades na região norte que dependem muito da chegada de combustível, vai faltar, vai começar a faltar alimentação, acredito que essa negociação passa por isso, fazer a sociedade entender que isso afeta ela própria”.  

 

O objetivo, segundo Bustamante, é não “usar esse movimento para fazer uma guerra civil” e que todas as rodovias serão desobstruídas “a seu tempo e a seu modo”.  
 
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