Presidente da Fiemt faz alerta sobre falta de abastecimento em MT
Os impactos das manifestações que teve início no último domingo (30), logo após o resultado do segundo turno da eleição, que deu a vitória ao candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, começam a preocupar algumas entidades. O presidente da Federação das Insdústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), Gustavo de Oliveira, disse ser preocupante os impactos dos bloqueios nas rodoviais federais em Mato Grosso.
Segundo o presidente, as cidades mais remotas do Estado já começaram a sofrer com a redução de abastecimento, por conta das manifestações. Gustavo lembra que Mato Grosso é um Estado que depende da logística rodoviária para abastecimento dos municípios e classificou o cenário como “preocupante” na questão de desabastecimento de itens essenciais, como: combustíveis e alimentos, já que, segundo ele, transportadoras não estão iniciando as operações de novos frentes.
“Aqui em Mato Grosso, um Estado altamente dependente da logística rodoviária, já podemos sentir algum impacto de redução de abastecimento em cidades mais remotas do Estado e um cenário muito preocupante de perspectiva de desabastecimento de combustíveis, alimentos e outros itens essenciais. Muitas transportadoras não estão iniciando operação de novos frentes e isso pode comprometer ainda mais os estoque de insumos e o fornecimento de produtos industrializados para exportação e outros mercados consumidores”, disse o presidente.
Contudo, Gustavo afirmou que esteve com o governador Mauro Mendes e o secretário da Casa Civil, Rogério Gallo, e que ambos estão acompanhando a situação e que tentam negociar uma saída para suspender o movimento em Mato Grosso, junto com o Governo Federal e outras entidades.
Nesta terça-feira (01), o secretário de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso, Alexandre Bustamante, disse à imprensa, que a expectativa, no Estado, é utilizar o mínimo de forças possível para liberar as rodovias.“A desocupação passa por um planejamento, um diagnóstico para saber como está, depois vamos negociar com todo mundo, porque tem muita gente que vai sair das estradas com a negociação, porque tem pontos que são mais frágeis, tem pontos que são mais fortes”, explica.
Bustamante acredita no apoio da sociedade para a desobstrução das rodovias, e que todas serão desobstruídas “a seu tempo e a seu modo”.
"Acredito na força da negociação das Forças de Segurança para poder ter o apoio da sociedade nessa desocupação, porque senão vai começar a faltar produto para a própria sociedade. Temos cidades na região norte que dependem muito da chegada de combustível, vai faltar, vai começar a faltar alimentação, acredito que essa negociação passa por isso, fazer a sociedade entender que isso afeta ela própria”, finaliza o secretário.