Produtos biológicos no manejo de pragas traz incremento de até 8 sacas de soja por hectare em MT
Experimentos feitos pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) na última safra de soja demonstram que o uso de produtos biológicos na agricultura representaram incremento de produtividade, bem como redução da população de pragas, nematoides e maior controle de doenças na cultura.
Na safra de soja 2022/23 o trabalho foi conduzido no Centro de Aprendizagem e Difusão, em Sapezal-MT (CAD Oeste), com a semeadura da soja em 19 de outubro. Nesta edição, participaram as empresas Biocontrol e Lallemand com o posicionamento de seus produtos bionematicidas, bioinseticidas e biofungicidas em dois tratamentos, o biológico e o integrado.
De acordo com João Paulo Ascari, fitopatologista e pesquisador da Fundação MT, mancha alvo e cercospora foram as doenças mais presentes, além de baixa pressão de lagartas e percevejos, e média a alta pressão de mosca-branca.
O pesquisador detalha que houve redução de até 40% na população de nematoides e de 30% na população de pragas com relação ao tratamento testemunha (apenas com inoculante biológico e sem manejo desses problemas). Em relação às doenças, o controle foi de até 50%, considerando a mancha alvo e cercosporiose como as principais.
A resposta em produtividade também foi satisfatória com a adoção dos produtos sustentáveis e, de modo geral, o incremento chegou a até 8 sacas de soja por hectare. “Esse era o nosso objetivo, mostrar que o uso de biocontroladores é uma forma de alcançar mais sustentabilidade, incrementando o manejo já praticado e obtendo resultados em produtividade satisfatórios ao produtor e com menor impacto ao meio ambiente”, pontua João Ascari.
O Projeto Biológicos segue acontecendo na safra de algodão, e a proposta é que os tratamentos sejam repetidos por mais três safras (soja e algodão) para verificar a consistência dos dados, e com espaço para novas empresas parceiras.